11.1.13

Da assessoria do Prefeito

Antes de publicarmos, abaixo, o release enviado pela assessoria de Imprensa do prefeito Bornier, solicitamos que o prefeito se pronuncie em relação ao que está acontecendo nos postos de saúde. São muitas as reclamações.

 
"Nelson Bornier pinta quadro negro
para denunciar falência da prefeitura

“Sem lenço e nem documento”, telefone cortado, ordem de despejo judicial, um rombo de R$ 1,28 bilhão deixado pela antecessora Sheila Gama e o nome sujo no SPC e Serasa. Este foi o quadro negro pintado ontem pelo novo prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, para divulgar, momentos antes de reabrir a prefeitura, o balanço da apuração feita pela Comissão de Transição de seu governo.
“Sem dinheiro em caixa”, Bornier disse que, onze dias depois de assumir a prefeitura, o governo municipal ainda continuava ontem de mãos atadas. “Não tenho dinheiro para nada. Não pude fazer a transição e tampouco nomear sequer um secretário, porque não tenho orçamento aprovado. A corrida já começou (dia 1º) e só agora estou dando partida. É um fato inédito”, lamentou o prefeito.
O novo prefeito disse que enxugou a máquina administrativa e acabou com o “cabide de empregos”, a partir do corte de quatro secretarias – Trânsito, Comunicação Social, Meio Ambiente e Despesa –e a extinção de 1085 cargos comissionados, para minimizar o quadro de falência deixado pelo governo anterior.
Previni lidera o rombo - Sozinho, o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (Previni) tem uma dívida acumulada de R$ 544 milhões. O Hospital da Posse vem em segundo lugar com um passivo de R$ 126 milhões junto a fornecedores, prestadores de serviços, alimentação e lavanderia.
O calote do governo anterior envolve ainda R$ 124 milhões com empréstimos bancários, R$ 33 milhões com a rede de saúde conveniada, R$ 25 milhões de FGTS, INSS, PASEP e Imposto de Renda, R$ 26,91 milhões de obras inacabadas, R$ 17 milhões de atrasos de aluguéis, R$ 8,7 milhões da merenda escolar, R$ 1,98 milhão com a empresa de telefonia Oi, além de milhares de ações trabalhistas em tramitação na Justiça, entre outras dívidas.
“É uma média de cinco audiências por dia na Justiça do Trabalho, por conta de indenizações não pagas ao pessoal que a Codeni e a Emlurb mandou embora”, disse.
Segundo ainda o novo prefeito, sua antecessora deixou um empréstimo com a Caixa Econômica Federal (CEF) para ser pago em 20 anos. “Vou ter que pagar R$ 990 mil, por mês. Isto vai comprometer pelo menos as próximas cinco administrações.
Rombo maior- Bornier acredita que o rombo nos cofres da prefeitura pode ser ainda maior.“Tudo que se apurou, até agora, é fruto da Comissão Inventariante. Muitos documentos sumiram, muitos empenhos foram cancelados, ou seja, dificultaram a todo momento para que a gente não tomasse conhecimento da coisa”, frisou.
Na avaliação do prefeito, muitos credores ainda podem aparecer, daqui pra frente, com a reabertura da prefeitura.
“A idéia, agora, é compor com os credores. Vamos chamar um a um. Tenho certeza de que Deus vai nos ajudar a dar a volta por cima para cumprirmos todos os compromissos que firmamos durante a campanha com a população que acreditou e apostou na agente”, prometeu o prefeito, que conclamou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a realizar um pente fino no governo de sua antecessora.
A ex-prefeita Sheila Gama é mulher do conselheiro Aluísio Gama, que também foi prefeito da cidade. “Será que vem mesmo? Nova Iguaçu está esperando”, ironizou.

Ajuda do governo do estado– Bornier explicou que o governador Sérgio Cabral tem se colocado à disposição para ajudar a população de Nova Iguaçu. Nesta sexta-feira (11) a Secretaria de Saúde recebeu do Estado a primeira grade de insumos e medicamentos para abastecer a rede municipal.
Na quarta-feira, o novo prefeito vai a Brasília cobrar uma posição do ministro Alexandre Padilha, sobre recursos para o Hospital da Posse. Ele lembrou que os 11 hospitais federais localizados no município do não recebem menos que R$ 12 milhões, somente para custeio.
“Lá (no Rio), o pessoal já está incluído na folha do Ministério da Saúde. Aqui, na Posse, só recebemos R$ 5,1 milhões para cuidar de cerca de 4 milhões de pessoas de toda a Baixada Fluminense e ainda temos que pagar a folha de mais de R$ 3 milhões com o pessoal”, queixou-se"

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