3.4.07
Flerte
É quase dado como casamento o namoro de Fernandinho do Moquetá com o PCdoB. O rapaz teve 1.491 votos na eleição passada.
Indústria da crise
Alexandre Brito, o Xandão, é o presidente do PT em Nova Iguaçu. Entretanto, petistas não governistas municipais estão conspirando para tirá-lo do cargo. Motivo: pela simples razão de apoiar o governo Lindberg Farias, que é do PT. O Partido dos Trabalhadores é o que podemos chamar de indústria da crise.
Derrubada
Dois projetos apresentados pelo vereador Fernando Baiano (PD) foram vetados pelo prefeito Lindberg Farias. Não será surpresa se a Câmara derrubar o veto, na próxima semana. Vai ser mais uma demonstração de autonomia e independência de poderes. Aguardem!
Histórico
A gestão Lindberg Farias vai entrar para a história da administração municipal como o governo que mais contou com vereadores licenciados para ocuparem cargos de secretáios. Vejamos: Marli de Freitas (PT) ocupa a secretária de Saúde e Educação; Fernando Cid (PCdoB) é o titular da secretaria municipal de Assuntos Institucionais. Carlos Ferreira vai assumir a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Marcos Fernandes está cotado para assumir para fazer parte do governo. Se confirmar isso, a Câmara terá nessa legislatura o maior número de suplentes ocupando cadeiras. Vamos esperar para conferir.
Mala e cuia
Rumores em Mesquita dão conta de que o presidente da Câmara, Taffarel, estaria deixando o PT para filiar-se ao PDT. Essa movimentação política deveria acender a luz de alerta para o prefeito Artur Messias (PT). É que se Taffarel mudar de legenda, tudo indica que ele será candidato a prefeito no município. Por falar em Mesquita, o vereador licenciado Flávio Nakandakare (PT), ocupa o cargo de secretário de Transportes no município. Ele está espalhando na cidade que é o responsável pela legalização da vans. Ou seja: Messias faz, Nakam recolhe.
2.4.07
Dicas de leitura
O vereador Cláudio Cianni, presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, está com um novo livro de cabeceira. O livro escrito Sun Tzu, há mais de 2500 anos, e velho conhecido dos comunistas: "A Arte da Guerra". Sun Tzu foi um general chinês que viveu no século IV AC e que no comando do exército real de Wu que acumulou inúmeras vitórias, derrotando exércitos inimigos e capturando seus comandantes. Foi um profundo conhecedor das manobras militares, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. Sun Tzu descreve o modo pelo qual ele empregava as "concubinas" para demonstrar, no palácio, ao rei, exemplos de manobras de combate e deslocamentos de tropas.
Outro político que está lendo um livro interessante é Fernando Cid - aliás, o livro que está com ele é meu, e é bom que ele lembre disso! Trata-se do livro "Para Entender o Poder", que reproduz entrevistas, palestras e ensaios de Noam Chomsky, um professor de Linguistíca que se autodenomina um socialista libertário. Esta obra foi organizada pelos defensores públicos Peter Mitchell e John Schoeffel. Chomsky é considerado, hoje, o maior intelectual vivo. O jornal New York Times o considera assim, apesar de ser um dos veículos de comunicação mais criticado por Chomsky - quem ler o livro vai perceber isso. Cláudia Maria, nossa amiga, acabou de ler o livro e diz que ele "tem uma visão muito simplista das coisas". Quem ler este livro vai pensar que ele está sentado à Lua, observando tudo com riqueza de detalhes que faz paracer ser muito simplista.
Enfim, a literatura dos políticos iguaçuanos está melhorando. Mas, o Diário Oficial continua a principal.
Outro político que está lendo um livro interessante é Fernando Cid - aliás, o livro que está com ele é meu, e é bom que ele lembre disso! Trata-se do livro "Para Entender o Poder", que reproduz entrevistas, palestras e ensaios de Noam Chomsky, um professor de Linguistíca que se autodenomina um socialista libertário. Esta obra foi organizada pelos defensores públicos Peter Mitchell e John Schoeffel. Chomsky é considerado, hoje, o maior intelectual vivo. O jornal New York Times o considera assim, apesar de ser um dos veículos de comunicação mais criticado por Chomsky - quem ler o livro vai perceber isso. Cláudia Maria, nossa amiga, acabou de ler o livro e diz que ele "tem uma visão muito simplista das coisas". Quem ler este livro vai pensar que ele está sentado à Lua, observando tudo com riqueza de detalhes que faz paracer ser muito simplista.
Enfim, a literatura dos políticos iguaçuanos está melhorando. Mas, o Diário Oficial continua a principal.
Bom exemplo
Os vereadores Cláudio Cianni (PP) e Jorge Marotte (PFL) são os autores de um projeto de lei que visa incentivar o hábito da leitura de jornais. Segundo o projeto, a Cãmara e o Poder Executivo ficam responsabilizados por fazerem ativiadas que debatam o papel da imprensa na semana que compreenda o dia 7 de Abril, Dia doi Jornalista.
Dia D
Dia 10 de abril será o Dia D em Nova Iguaçu. Lindberg anunciará uma exoneração em massa para depois recompor o governo. Este BLOG já havia dito - há quase três meses - que o único caminho para salvar o governo seria a refundação. Isso vai acontecer no início deste mês. Lindberg vai fazer algumas mudanças. No entanto, insisto em dizer que isto é pouco para mudar. Não basta governar, agora, priorizando os quadros locais e com uma relação institucional com as legendas. Desemperrar a máquina é necessário. Isso acontece com vontade política, e pronto!
Só no sonho
A vereadora licenciada e atual secretária de Educação e Saúde de Nova Iguaçu, Marli de Freitas (PT), acredita que será a vice na chapa de Lindberg Farias. Este é um sonho que ela vive, mas que este BLOG vai jogar por terra. Vejamos:
Para Marli ser vice de Lindberg Farias é preciso que o PT dispute com chapa "puro-sangue", o que é pouco provável. Além disso, existe outros atores na política, como o deputado federal Rogério Lisboa (PFL ou PD, sei lá). Rogério, além de votos, é o articulador de sua legenda na Baixada, além de manter uma boa relação com o PSDB. É que o PFL deverá apoiar Zito (PSDB) em Duque de Caxias e, em contrapartida, Zito que é o articulador do PSDB na Baixada, oferece a legenda para apoiar o PFL em Nova Iguaçu. Neste sentido, essas duas legenda somam um tempo de televisão precioso, o que qualquer candidato gostaria de ter.
Marli, para ser vice de Lindberg, teria que sair do PT ou o prefeito deixar a legenda. Mesmo assim seria pouco provável essa possibilidade de Marli ser a vice. Além disso, ela não possuiu o potencial eleitoral tamanho para ocupar tão cobiçada vaga.
Para Marli ser vice de Lindberg Farias é preciso que o PT dispute com chapa "puro-sangue", o que é pouco provável. Além disso, existe outros atores na política, como o deputado federal Rogério Lisboa (PFL ou PD, sei lá). Rogério, além de votos, é o articulador de sua legenda na Baixada, além de manter uma boa relação com o PSDB. É que o PFL deverá apoiar Zito (PSDB) em Duque de Caxias e, em contrapartida, Zito que é o articulador do PSDB na Baixada, oferece a legenda para apoiar o PFL em Nova Iguaçu. Neste sentido, essas duas legenda somam um tempo de televisão precioso, o que qualquer candidato gostaria de ter.
Marli, para ser vice de Lindberg, teria que sair do PT ou o prefeito deixar a legenda. Mesmo assim seria pouco provável essa possibilidade de Marli ser a vice. Além disso, ela não possuiu o potencial eleitoral tamanho para ocupar tão cobiçada vaga.
Mudanças
Berriel (PT), que é secretário adjunto de Saúde, vai ocupar uma cadeira na Câmara. É que na próxima semana o governo deve anunciar o vereador Carlos Ferreira (PT) o novo secretário municipal de Indústria e Comércio. Ferreira ficará no lugar de Celso Cunha (PCdoB), que poderá voltar para Paracambi e assessorar o prefeito André Ceciliano.
Berriel vai assumir a vaga, mas quem o terceiro suplente da aliança PT, PCdoB e PSB é Luizinho da Cerâmica (PSB). Ele não assume a cadeira em razão de um acordo, portanto Berriel, o quarto suplente da aliança, vai exercer a função de vereador por aproximadamente um ano. É que em abril de 2008 todos os secretários que serão candidatos terão que deixar o cargo. Ricardo Cappelli, atual secretário de Desenvolvimento Econômico e Social ficará responsável apenas pela área social.
Berriel vai assumir a vaga, mas quem o terceiro suplente da aliança PT, PCdoB e PSB é Luizinho da Cerâmica (PSB). Ele não assume a cadeira em razão de um acordo, portanto Berriel, o quarto suplente da aliança, vai exercer a função de vereador por aproximadamente um ano. É que em abril de 2008 todos os secretários que serão candidatos terão que deixar o cargo. Ricardo Cappelli, atual secretário de Desenvolvimento Econômico e Social ficará responsável apenas pela área social.
30.3.07
Caros amigos, tive o prazer de trabalhar com o Manoel de Almeida, nosso querido Manoelzinho. Relutei em escrever algo sobre a sua passagem, mas um sentimento inquietante me tomou de assalto e fez com que eu escrevesse essas linhas:
Manoel é uma figura que vai deixar muitas saudades. Foi no dia-a-dia, no corre-corre do fechamento das edições do ZM Notícias que aprendi a conhecer um pouco mais sobre o Manoelzinho. Homem de aparência rude, inicialmente, tal aparência era como se fosse um forma de proteger o coração bondoso e complacente que tinha. Digo complacente, sim. Todos sabem que em determinado momento da minha vida profissional, por motivos do meu estilo, sofri problemas como retaliações políticas. Manoel, além de solidário a mim, fez o primeiro convite para trabalhar para ele. Confesso que na época disse-lhe"Manoel, Manoe! Vou trazer problema para você. Minha mão fixou mais pesada do antes. Isso vai dar complicação", alertei.
Manoel pouco se lixou do que eu disse. Respondeu-me assim: "Quem manda no meu jornal sou eu. Não se preocupe. Você é um profissional que eu teria orgulho de trabalhar para mim". Após essa diálogo, ficamos de conversar e acertar a minha para o ZM Notícias. Passaram alguns messes e Manoel tornou a me convidar retomando o assunto.
Com a situação apertada, resolvi escutar o Manelzinho. Ele me conveceu a voltar às ruas e fazer matérias políticas dentro da linha editorial do ZM Notícias. Logo na minha primeira entrevista para o ZM, acompanhado do Marcelo de Almeida, filho do Manoel e grande amigo que tenho, fui cobrir a vinda do ministro Patrus Ananias. Lindberg se assustou ao me ver em seu gabinete e, tenso, olhou para o Marcelo, que estava ao meu lado. Marcelo logo fez questão de dizer que estava ali pelo ZM Notícias. Meu objetivo maior era colher dados sobre o Bolsa Família, pauta da entrevista coletiva concedida pelo ministro e pelo prefeito.
Fui para redação bater o texto. Em seguida chegou Manoel. Como podia ser diferente, ele perguntou como foi a entrevista. Disse que foi boa, mas estar ao lado de Lindberg foi terrível. Ele sorriu e saiu de perto.
O tempo foi passando e Manoel pedia para cobrir coisas sobre política em outros municípios. Ele ficava orgulhoso quando eu dizia que os promotores do Ministério Público liam as matérias e que iriam observar os casos noticiados pelo ZM. Um das matérias que deixo Manoel muito feliz foi a falava sobre o abandono das obras da sede da OAB. A matéria veícula pelo ZM gerou uma polêmica grande - sempre faço besteira! -, pois ela falava que menores estavam frequentando o local para consumirem drogas. É evidente que isso acontecendo num prédio da OAB dá uma outra proporção. Tal fato pautou o jornal EXTRA e fez com que a OAB, logo no dia em que foi publicada a primeira matéria, retomasse as obras da sede que hoje está ocupando.
Os dias foram se passando e Manoel cada vez mais passava à condição de amigo. Nós não mantínhamos, apenas, a relação funcinário e empregador. Inúmeras vezes Manoel desviava a conversa sobre a pauta e perguntava como estava a minha vida. Me dava conselhos e sempre dizia: "você é do ZM. Nós nos preocupamos com você".
Passados alguns meses, Manoel começou a ficar com dívidas a receber, acumulando dinheiro nas mãos dos outros. Ele fazia de tudo para receber, mas sempre encontrava obstáculos. Vendo que a situação começava a apertar, Manoel tomou a decisão de demitir eu e Cláudia Maria, que nem preciso dizer que é uma das maiores amigas e parceiras de profissão que encontrei nos últimos anos. Só que tem um detalhe importante em nossa demissão. Ao nos comunicar que não teria mais condições de nos manter, Manoel chorava copiosamente. Ele e Cláudia. Ele se abraçava a nós e dizia: "um amigo não pode abandonar o outro na estrada". Aquele dia foi muito importante para eu saber o quanto o Manoel gostava de nós. Ele chorava tanto que parecia que ali estava sendo cortado um laço de amizade. Cláudia chorava que não aguentava ver o Manoel chorar e eu sorria dos dois. Dizia: "Calma, Manoel! Você não escapar da gente assim tão fácil. Quando precisar de um serviço extra, mesmo se não tiver como pagar na hora, basta nos chamar".
As lágrimas do Manoel descia-lhe à face de forma pura. Era uma manifestação de um sentimento de amizade que transbordava dos seus olhos. Passando a mão sobre os cabelos com agilidade, ele mostrava o quanto estava transtornado com aquilo. Foi uma das maoires manifesta~ções de amizade e carinho que pude receber dele. A preocupação comigo, que antes mesmo da minha estréia no jornal ele demonstrava em nossas conversas.
Segunda-feira será a missa de 7º dia de sua passagem. Eu ainda teimo acreditar. Mas, sei que onde ele estiver, estará preocupado comigo. Sempre foi assim. Então, Manoel, segue um poema que fiz para o meu irmão - falecido em 1989- para você:
Qual o endereço do Céu
Eu vou te esvrever
Quero mandar mensagens
E também receber
Quero ver o seu nome
Nem que seja à sangue
Mas eu quero ver
Qual o endereço do Céu
Eu vou telefonar
Quero ouvir sua voz
Quero falar de nós
Eu quero conversar
Qual o endereço do Céu
Eu vou te visitar
Talvez não seja agora
Pode ser mais tarde
Mas vou te abraçar
Manoel é uma figura que vai deixar muitas saudades. Foi no dia-a-dia, no corre-corre do fechamento das edições do ZM Notícias que aprendi a conhecer um pouco mais sobre o Manoelzinho. Homem de aparência rude, inicialmente, tal aparência era como se fosse um forma de proteger o coração bondoso e complacente que tinha. Digo complacente, sim. Todos sabem que em determinado momento da minha vida profissional, por motivos do meu estilo, sofri problemas como retaliações políticas. Manoel, além de solidário a mim, fez o primeiro convite para trabalhar para ele. Confesso que na época disse-lhe"Manoel, Manoe! Vou trazer problema para você. Minha mão fixou mais pesada do antes. Isso vai dar complicação", alertei.
Manoel pouco se lixou do que eu disse. Respondeu-me assim: "Quem manda no meu jornal sou eu. Não se preocupe. Você é um profissional que eu teria orgulho de trabalhar para mim". Após essa diálogo, ficamos de conversar e acertar a minha para o ZM Notícias. Passaram alguns messes e Manoel tornou a me convidar retomando o assunto.
Com a situação apertada, resolvi escutar o Manelzinho. Ele me conveceu a voltar às ruas e fazer matérias políticas dentro da linha editorial do ZM Notícias. Logo na minha primeira entrevista para o ZM, acompanhado do Marcelo de Almeida, filho do Manoel e grande amigo que tenho, fui cobrir a vinda do ministro Patrus Ananias. Lindberg se assustou ao me ver em seu gabinete e, tenso, olhou para o Marcelo, que estava ao meu lado. Marcelo logo fez questão de dizer que estava ali pelo ZM Notícias. Meu objetivo maior era colher dados sobre o Bolsa Família, pauta da entrevista coletiva concedida pelo ministro e pelo prefeito.
Fui para redação bater o texto. Em seguida chegou Manoel. Como podia ser diferente, ele perguntou como foi a entrevista. Disse que foi boa, mas estar ao lado de Lindberg foi terrível. Ele sorriu e saiu de perto.
O tempo foi passando e Manoel pedia para cobrir coisas sobre política em outros municípios. Ele ficava orgulhoso quando eu dizia que os promotores do Ministério Público liam as matérias e que iriam observar os casos noticiados pelo ZM. Um das matérias que deixo Manoel muito feliz foi a falava sobre o abandono das obras da sede da OAB. A matéria veícula pelo ZM gerou uma polêmica grande - sempre faço besteira! -, pois ela falava que menores estavam frequentando o local para consumirem drogas. É evidente que isso acontecendo num prédio da OAB dá uma outra proporção. Tal fato pautou o jornal EXTRA e fez com que a OAB, logo no dia em que foi publicada a primeira matéria, retomasse as obras da sede que hoje está ocupando.
Os dias foram se passando e Manoel cada vez mais passava à condição de amigo. Nós não mantínhamos, apenas, a relação funcinário e empregador. Inúmeras vezes Manoel desviava a conversa sobre a pauta e perguntava como estava a minha vida. Me dava conselhos e sempre dizia: "você é do ZM. Nós nos preocupamos com você".
Passados alguns meses, Manoel começou a ficar com dívidas a receber, acumulando dinheiro nas mãos dos outros. Ele fazia de tudo para receber, mas sempre encontrava obstáculos. Vendo que a situação começava a apertar, Manoel tomou a decisão de demitir eu e Cláudia Maria, que nem preciso dizer que é uma das maiores amigas e parceiras de profissão que encontrei nos últimos anos. Só que tem um detalhe importante em nossa demissão. Ao nos comunicar que não teria mais condições de nos manter, Manoel chorava copiosamente. Ele e Cláudia. Ele se abraçava a nós e dizia: "um amigo não pode abandonar o outro na estrada". Aquele dia foi muito importante para eu saber o quanto o Manoel gostava de nós. Ele chorava tanto que parecia que ali estava sendo cortado um laço de amizade. Cláudia chorava que não aguentava ver o Manoel chorar e eu sorria dos dois. Dizia: "Calma, Manoel! Você não escapar da gente assim tão fácil. Quando precisar de um serviço extra, mesmo se não tiver como pagar na hora, basta nos chamar".
As lágrimas do Manoel descia-lhe à face de forma pura. Era uma manifestação de um sentimento de amizade que transbordava dos seus olhos. Passando a mão sobre os cabelos com agilidade, ele mostrava o quanto estava transtornado com aquilo. Foi uma das maoires manifesta~ções de amizade e carinho que pude receber dele. A preocupação comigo, que antes mesmo da minha estréia no jornal ele demonstrava em nossas conversas.
Segunda-feira será a missa de 7º dia de sua passagem. Eu ainda teimo acreditar. Mas, sei que onde ele estiver, estará preocupado comigo. Sempre foi assim. Então, Manoel, segue um poema que fiz para o meu irmão - falecido em 1989- para você:
Qual o endereço do Céu
Eu vou te esvrever
Quero mandar mensagens
E também receber
Quero ver o seu nome
Nem que seja à sangue
Mas eu quero ver
Qual o endereço do Céu
Eu vou telefonar
Quero ouvir sua voz
Quero falar de nós
Eu quero conversar
Qual o endereço do Céu
Eu vou te visitar
Talvez não seja agora
Pode ser mais tarde
Mas vou te abraçar
Às falas
Daniel Coelho contava com sua eleição para ser o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde. Ele só não contava que perderia para a Isabel, presidente do MAB. Na reunião ele prometeu entrar na Justiça para questionar a vitória da Isabel. Só que o prefeito Lindberg Farias já confidenciou para algumas pessoas que não está gostando nada da atitude do Daniel. Lindberg não quer briga com o movimento popular, e, por isso, a qualquer momento poderá chamar Daniel Coelho às falas. A fonte que passou esta informação para o BLOG é muito próxima do prefeito.
29.3.07
Letargia
Em janeiro, ocasião em que o deputado Nelson Bornier (PMDB) fez sua festa de aniversário com requinte de lançamento de candidatura, tudo fazia crer que começaria ali, naquela data, o acirramento de uma disputa eleitoral de marcaria a história política da cidade. Mas, passados alguns meses o que se vê é um clima de letargia política-eleitoral. É, sim. Rumores na cidade dão conta de que o deputado Nelson Bornier não será mais candidato. Ou isso é uma estratégia do deputado ou começa a dar ares de verdade. Estratégia pela razão de que antecipar campanha é antecipar custo. Estratégia, também, para querer que a sua candidatura seja um ato de clamor do eleitorado, nascendo da massa e conduzida por ela.Ares de verdade por não ver o QG eleitoral de Nelson tão movimentado quanto em campanhas anteriores. Os boatos de que Bornier não se lança candidato ganham as ruas a cada dia que se passa. Isso gera um clima de incógnita. O eleitorado ainda não se decidiu e cada vez mais fica indeciso em razão desta letargia eleitoral.
Se por um lado Nelson não está mostrando as suas armas, como disse a nossa amiga Cláudia Maria, o prefeito Lindberg Farias nã deixa de ensaiar seus factóides políticos, tendo como principal mote o Bairro-Escola. Neste sentido, o discurso eleitoral de Lindberg se esconde no que seria apenas uma ação governamental, e não um ato de apelo eleitoral. Isso é outro motivo para dar um tom de amenidade na disputa de 2008. A polarização da campanha é a única coisa que movimenta os debates sobre a disputa pela sucessão municipal. Mesmo assim, como os dois principais candidatos não atuam com mais rigor eleitoral, acaba ficando este clima de letargia, que será quebrado apenas na refundação do governo municipal, prevista para o início de abril, quando será dada a largada para a disputa eleitoral.
Se por um lado Nelson não está mostrando as suas armas, como disse a nossa amiga Cláudia Maria, o prefeito Lindberg Farias nã deixa de ensaiar seus factóides políticos, tendo como principal mote o Bairro-Escola. Neste sentido, o discurso eleitoral de Lindberg se esconde no que seria apenas uma ação governamental, e não um ato de apelo eleitoral. Isso é outro motivo para dar um tom de amenidade na disputa de 2008. A polarização da campanha é a única coisa que movimenta os debates sobre a disputa pela sucessão municipal. Mesmo assim, como os dois principais candidatos não atuam com mais rigor eleitoral, acaba ficando este clima de letargia, que será quebrado apenas na refundação do governo municipal, prevista para o início de abril, quando será dada a largada para a disputa eleitoral.
Refundação
Em breve o Lindberg Farias deve realizar o que este BLOG já tinha cantado a pedra. Fará uma ação de refundar o seu governo. Isso significa que novos atores que até então estavam esquecidos na administração terão novas funções. Outros, que gozavam prestígios, passarão a ter que se segurar. Além de refundar o governo, Lindberg Farias deverá instituir um plano de metas de desenvolvimento, uma espécie de PAC municipal. Vai anunciar que emendas chegarão e que só um convênio feito com a Caixa Econômica Federal vai possibilitar investimentos pesados na cidade.
Tais atos, já previstos por este BLOG, serão o suficiente para mudar o governo? Digo que não, mas explico: refundar o governo e criar um plano de metas não é o bastante. A máquina tem que ser lubrificada com a vontade política. Isso quer dizer: fazer com que as coisas saiam do papel. Cláudia Maria foi muito feliz nas suas últimas postagens neste BLOG. Ela disse que o governo Lindberg faz o que outros governos fizeram e já está caracterizado nas administrações de César Maia. Usar os últimos dois anos do governo para realizar algo, pensando, é claro, na reeleição. Cláudia exige atos materializados através de obras de qualidade. Obras que realmente tragam para a população uma melhor qualidade de vida.
Portanto, mais do que refundar o governo e criar plano de metas, é preciso executar. Mas executar com qualidade.
Tais atos, já previstos por este BLOG, serão o suficiente para mudar o governo? Digo que não, mas explico: refundar o governo e criar um plano de metas não é o bastante. A máquina tem que ser lubrificada com a vontade política. Isso quer dizer: fazer com que as coisas saiam do papel. Cláudia Maria foi muito feliz nas suas últimas postagens neste BLOG. Ela disse que o governo Lindberg faz o que outros governos fizeram e já está caracterizado nas administrações de César Maia. Usar os últimos dois anos do governo para realizar algo, pensando, é claro, na reeleição. Cláudia exige atos materializados através de obras de qualidade. Obras que realmente tragam para a população uma melhor qualidade de vida.
Portanto, mais do que refundar o governo e criar plano de metas, é preciso executar. Mas executar com qualidade.
Futuro
Rui Aguiar, secretário de Comunicação da Prefeitura de Nova Iguaçu e ex-secretário de Fazenda em Mesquita, na gestão do então prefeito José Montes Paixão, será candadto a vereador. Mas sua candidatura será em Mesquita, onde muncípio onde já está realizando algumas ações sociais. Outro que deve lançar candidatura a vereador é Lenadro Cruz, atual secretário municipal de Obras e Serviços Públicos. Cruz está fazendo da região de Austin, em Nova Iguaçu, o seu reduto eleitoral.
Pancadaria
O governo municipal quer ser exemplo na área da Educação. Com o blá-blá-blá do Bairro-Escola, Lindberg Farias faz o seu marketing. Mas, hoje, a pancadaria comeu solta no bairro Mariléia, na região de Austin, em Nova Iguaçu. A pancadaria entre professores, pais de alunos e alunos com polícias militares aconteceu na Escola Municipal José Luiz. Tudo por causa do estado precário da escola, que teve cisterna interditada pela Defesa Civil. Aos poucos vai caindo o mito de que Nova Iguaçu é referência em Educação. Amanhã os jornais vão mostrar a tensão entre os policiais e o professores e pais de alunos que só queriam uma escola adequada para estudarem.
28.3.07
Cheiro de CPI II
O governo ainda não percebeu que a Câmara não quer segurar a "batata quente" sobre a questão do caos na saúde. Não terá outra maneira, que não seja a CPI. O governo também não leu as entrelinhas do que está acontecendo: A Câmara que dar um ar de autonomia, e, para tal, a criação de uma CPI seria o instrumento ideal.
Cheiro de CPI
Como este BLOG disse anteriomente, o Ministério Público, em janeiro, solicitou um parecer da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu sobre o caso do caos na área da saúde. Na vererdade o MP quer saber se houve improbidade por parte dos gestores dos recursos da saúde ao aplicar o dinheiro em fundos de renda fixa. Com base no parecer do procurador da Câmara, o presidente da Comissão Municipal de Saúde, vereador Cláudio Cianni (PP), foi muito sutil no seu parecer. Cianni disse que sua comissão não tinha os documentos necessários para aferir se houve a prática da improbidade. A sutileza de Cianni está no que tal parecer poderá gerar. Vejamos: se não há condições de saber se houve improbidade, por falta de documento, em outras palavras houve um erro por parte dos gestores em não enviar os documentos que são necessários para a prestação de contas. Neste sentido, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara não quer segurar a "batata quente" e dar o parecer isoladamente. É aí que mora o perigo. Se falta documento e Cianni não quer ser o causador de um crise, só há outra forma de aferir se houve a improbidade: criando uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Neste caso a CPI teria poderes para reivindicar documentos e convocar pessoas para emitir seu relatório final. Tudo indica que esta poderá ser a visão dos vereadores: produzir um documento para ser lido em plenário, após exausto exame de planilhas, extratos e depoimentos. Em suma: tem cheiro de CPI no ar.
26.3.07
Eleições 2
Por Cláudia Maria
Já que me permiti falar sobre Lindberg Farias, gostaria de deixar alguma coisa também sobre Nelson Bornier. Ao contrário de Lindberg, é nosso velho conhecido. Quem acompanha política na cidade sabe como opera, como trabalha, faz e desenvolve (Lindberg vai para o mesmo caminho), a mesma política há muitos e muitos anos. Por isso mesmo, está na hora, pelo menos do meu ponto de vista, de mudar alguns critérios. Bornier precisa fazer o caminho de volta, procurar as lideranças, "calçar as sandálias da humildade" e perceber que foi sua prepotência a principal responsável pela eleição de Lindberg. Procurar as lideranças não é sinal de fraqueza mas de sabedoria, pedir desculpas não é sinal de perda de poder mas de crescimento político. Vejam bem, estou falando em fazer HONESTAMENTE e não apenas politicamente como a maioria, faz hoje para se esquecer de tudo amanhã quando estiver no poder. Enfim, o que ambos os candidatos precisam perceber é que os serviços públicos estão abandonados, que a população não tem a quem recorrer, que a sociedade não tem mais esperança. Fazer políticas públicas de verdade e não ficar apenas no discurso e na vaidade.
Já que me permiti falar sobre Lindberg Farias, gostaria de deixar alguma coisa também sobre Nelson Bornier. Ao contrário de Lindberg, é nosso velho conhecido. Quem acompanha política na cidade sabe como opera, como trabalha, faz e desenvolve (Lindberg vai para o mesmo caminho), a mesma política há muitos e muitos anos. Por isso mesmo, está na hora, pelo menos do meu ponto de vista, de mudar alguns critérios. Bornier precisa fazer o caminho de volta, procurar as lideranças, "calçar as sandálias da humildade" e perceber que foi sua prepotência a principal responsável pela eleição de Lindberg. Procurar as lideranças não é sinal de fraqueza mas de sabedoria, pedir desculpas não é sinal de perda de poder mas de crescimento político. Vejam bem, estou falando em fazer HONESTAMENTE e não apenas politicamente como a maioria, faz hoje para se esquecer de tudo amanhã quando estiver no poder. Enfim, o que ambos os candidatos precisam perceber é que os serviços públicos estão abandonados, que a população não tem a quem recorrer, que a sociedade não tem mais esperança. Fazer políticas públicas de verdade e não ficar apenas no discurso e na vaidade.
Eleições
Por Cláudia Maria
Quem acompanha política já se deu conta de que a corrida para 2008 já está em andamento. Por enquanto, os dois nomes mais fortes são os esperados: Nelson Bornier e Lindberg Farias. A surpresa fica por conta de que Lindberg, apesar da aparência moderna, mantém a política utilizada na região há mais de 50 anos. Nos primeiros dois anos de governo fez o que quiz com quem quiz, do jeito que quiz. Agora, preocupado com a reeleição, volta a procurar o grupo que o elegeu - forças políticas da cidade. Se mostra arrependido, diz que errou e pede ajuda (típico). Outra atitude típica, volta para as ruas (de onde ficou afastado um bom tempo), promete obras, garante que aprendeu, anuncia a chegada do próprio paraíso na terra: grande volume de verba do Governo Federal. O que queremos que Lindberg e sua equipe entendam é que: Já vimos esse filme. Ele não é o primeiro a usar essa estratégia e, infelizmente, não será o último. Assim como a mulher que é enganada pelo marido durante 20 anos, fingimos que acreditamos. Mas, o que o prefeito precisa saber é que estamos mais maduros depois de tanto tempo vendo a mesma reprise. Não vamos nos contentar apenas com os espelhinhos que ele, o colonizador, quer dar para os nativos. Que pelo menos as obras não sejam de fachada (pintura de faixas nas ruas, tapa-biracos e etc, ect). Se a verba for pelo menos metade do que se está anunciando que, pelo menos (odeio essa frase), se façam obras de verdade, com asfalto de boa qualidade e escoamento para as águas.
Quem acompanha política já se deu conta de que a corrida para 2008 já está em andamento. Por enquanto, os dois nomes mais fortes são os esperados: Nelson Bornier e Lindberg Farias. A surpresa fica por conta de que Lindberg, apesar da aparência moderna, mantém a política utilizada na região há mais de 50 anos. Nos primeiros dois anos de governo fez o que quiz com quem quiz, do jeito que quiz. Agora, preocupado com a reeleição, volta a procurar o grupo que o elegeu - forças políticas da cidade. Se mostra arrependido, diz que errou e pede ajuda (típico). Outra atitude típica, volta para as ruas (de onde ficou afastado um bom tempo), promete obras, garante que aprendeu, anuncia a chegada do próprio paraíso na terra: grande volume de verba do Governo Federal. O que queremos que Lindberg e sua equipe entendam é que: Já vimos esse filme. Ele não é o primeiro a usar essa estratégia e, infelizmente, não será o último. Assim como a mulher que é enganada pelo marido durante 20 anos, fingimos que acreditamos. Mas, o que o prefeito precisa saber é que estamos mais maduros depois de tanto tempo vendo a mesma reprise. Não vamos nos contentar apenas com os espelhinhos que ele, o colonizador, quer dar para os nativos. Que pelo menos as obras não sejam de fachada (pintura de faixas nas ruas, tapa-biracos e etc, ect). Se a verba for pelo menos metade do que se está anunciando que, pelo menos (odeio essa frase), se façam obras de verdade, com asfalto de boa qualidade e escoamento para as águas.
22.3.07
Eles não aprendem
A prepotência é marca forte no secretariado da administração lindberguiana. Vejam essa:
o presidente da Codeni, Luiz Carlos, queria que o presidente da Camara, vereador Jorge Marotte (PFL), fosse à sede da companhia para resolver o problema da Câmara. Será que ele não percebeu que quem está com problema é a Codeni e, portanto, seria ele que teria que procurar Marotte, que considerou a empresa inidônea ? Acabou que ele teve que comparecer à Câmara na terça-feira passada e foi pressionado na sala de reuniões. Ouviu poucas e boas dos vereadores. Quanto se levantou para sair, os parlamentares dissem: "senta que ainda tem mais coisas". Caro Luiz Carlos, sei que você é leitor deste BLOG. Segue um conselho do amigo aqui: não tente fazer cabo-de-guerra. Seu cargo é por indicação. Resolver o problema da sede da Câmara é dever, e não favor. Resolva e pronto, sem mais delongas!
o presidente da Codeni, Luiz Carlos, queria que o presidente da Camara, vereador Jorge Marotte (PFL), fosse à sede da companhia para resolver o problema da Câmara. Será que ele não percebeu que quem está com problema é a Codeni e, portanto, seria ele que teria que procurar Marotte, que considerou a empresa inidônea ? Acabou que ele teve que comparecer à Câmara na terça-feira passada e foi pressionado na sala de reuniões. Ouviu poucas e boas dos vereadores. Quanto se levantou para sair, os parlamentares dissem: "senta que ainda tem mais coisas". Caro Luiz Carlos, sei que você é leitor deste BLOG. Segue um conselho do amigo aqui: não tente fazer cabo-de-guerra. Seu cargo é por indicação. Resolver o problema da sede da Câmara é dever, e não favor. Resolva e pronto, sem mais delongas!
Mais uma
O vereador Marcos Rocha (PHS) deve ter alguma formação em marketing. Ele, que deu moção de aplausos à Fani Pacheco, ex-participante do BBB7, pretende homenagear o atacante do Vasco, Romário. A justificativa é que Romário está para completar o milésimo gol, o que vale uma moção de aplausos.
20.3.07
Será?
Uma fonte próxima à deputada estadual Sheila Gama (PDT) confirmou a este BLOG que a esposa do conselheiro do TCE e ex-prefeito de Nova Iguaçu, Aluísio Gama, não abre mão de ser candidata a prefeita da cidade. Mas quem acompanha política sabem: todo mundo é pré-candidato até o dia da homologação das candidaturas.
Baixa
Há mais de uma semana o escritor, compositor e professor nas horas vagas, Sérgio Fonseca, deixou a titularidade da secretaria de Cultura de Mesquita. Saiu em silêncio, mas não deixou de transparecer sua mágoa com o prefeito Artur Messias (PT).
Manobra
Impossibilitado de se candidatar prefeito em Paracambi para o terceiro mandato, André Ceciliano não quer mesmo deixar o Poder Executivo. Será candidato em Japeri, terra onde o atual prefeito, Pastor Bruno, disse que não será candidato à reeleição. A decisão de Ceciliano foi feita ontem.
Costuras
A idéia de lançar Fani Pacheco na política, proposta pelo PCdoB, parece que está ganhando corpo. Uma pessoa que se disse ligado a ela já procurou o partido para uma conversa. Não me surpeenderá se ela realmente se lançar candidata em 2008, conforme disse que poderia no domingo passado em entrevista ao Faustão. Vamos aguardar para ver.
"Feinho"
O ex-governador Anthony Garotinho estreou seu blog ontem. Logo no primeiro dia e não pensou duas vezes e desceu a lenha no prefeito Lindberg Farias. Ele tratou o Hospital da Posse como "Hospital do Feinho". Quem quiser ver a notinha escrita pelo ex-governador, basta acessar: www.blogdogarotinho.com.br
19.3.07
Espartilho vermelho
Dirigentes do PCdoB estão de olho na ex-BBB7, Fani. Eles querem que ela seja candidata a vereadora em 2008. Caso seja, o que vai ter de gente querendo fazer corpo-a-corpo e boca-de-urna não está no gibi!
Aberto
Amanhã, dia 20, a Câmara Municipal de Nova Iguaçu vai votar a proposta do vereador Alexandre José Adriano, o Xandrinho, que altera o Regimento Interno e Lei Orgânica Municipal para acabar com o voto secreto na Casa. Para ser aprovada serão necessários 14 votos, o que representa 3/4 dos parlamentares da Legislativo local.
Inidônea
Considerada inidônea pela Câmara, a CODENI deverá passar por uma auditoria em suas contas. É que a empresa é de capital misto e deverá ser visitada por técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Loucura
Deu a louca no sistema. A prefeitura cobrou IPTU de uma escola pública da rede municipal de ensino. Tem um senhor que já recebeu, este ano, 30 carnês de IPTU. Quebrou o recorde da mulher que havia recebido seis carnês. Um outro recebeu um carnê no valor de R$ 14 mil por um prédio situado em um determinado endereço. No local não há o prédio que a prefeitura jura ter.
Geraldo Magela
Atenção, prefeito!
Lindberg Farias (PT), quando deputado federal militante no campo da esquerda, usava a imprensa para fazer duras críticas aos chamados “coronéis” da política. Hoje, na condição de coronel, prefeito e gestor de dinheiro público, ele ofende a imprensa. Já fui vítima dele e muita gente sabe disso. Além deste que vos escreve, o então repórter do jornal O Dia, Marcelo Remígio, também foi alvo de Lindberg. Ele também chamou Remígio de “jornalista do mal”. Carlos Brito, repórter do jornal EXTRA, também já foi perseguido por Lindberg Farias, que mandou cães de guardas seus irem até à redação do jornal para desqualificarem o rapaz. Quinta-feira passada, quando acontecia um manifesto no Paço Municipal, uma mãe de uma aluna entregou ao prefeito uma matéria do jornal Tribuna da Região e que mostrava a situação precária de uma escola da rede municipal de ensino. Nervoso e incontido, Lindberg Farias fez duras ofensas ao jornalista Elizeu Pires. Tal fato foi testemunhado pelo radialista Gabriel Barbosa, que ficou boquiaberto ao ver o prefeito, diante das crianças, pronunciar palavras de baixo calão. Pecou duas vezes o prefeito: uma por servir de péssimo exemplo para as crianças e outra por agredir um jornalista que pode ser questionado de outras maneiras. Mas, o que fica claro é que Lindberg não está preparado para exercer o cargo que exerce. Ele deveria ser mais contido e cauteloso. Não será xingando repórteres que ele vai melhorar a sua administração. Ainda faltam alguns meses para o fim deste governo, e até lá quantos tantos outros repórteres serão xingados? A tirar por esse modelo de administração, não sobrará um sequer sem ser xingado. Fica aqui a nota de solidariedade a Elizeu Pires e uma crítica a quem muito usou a imprensa e hoje cospe nela.
16.3.07
$$$$
Quem te viu e quem te vê! Fani, a participante elimindada do BBB7, antes pagava para entrar nos eventos da Riosampa. Depois que veio a fama, cobra uma cachê de R$ 20 mil para ir ao evento Monobloco, que acontecerá domingo próximo. É, né!
Cabo-de-guerra
Diz o ditado: "Entre a Bíblia e o Capital, o que vale é o Diário Oficial". Seguindo essa máxima da política, o PPS poderá rachar. É que parte dos membros do partido vê com bons olhos a aproximação ao governo municipal, outra parte não. Seja qual for a decisão tomada pela maioria dos membros do PPS, haverá um racha na legenda. Uma parte poderá caminhar com Nelson Bornier (PMDB) em 2008 e outra parte com Lindberg Farias (PT).
15.3.07
Faca de dois gumes
Sempre considerei o ex-prefeito Nelson Bornier (PMDB) como um homem que sabe fazer política. Mas, o que deu nele para divulgar uma pesquisa neste momento? Seria um atrativo para os pré-candidatos a vereador? Confesso que não entendi. Vejamos motivo do meu não entendimento.
Há um clima muito forte na cidade e que dá conta de que Bornier seria imbatível numa disputa contra Lindberg Farias. Isso está escrito através dos números do Instituto Informa e divulgados hoje pelo jornal Hora H. No entanto, este clima pode ser prejudicial ao ex-prefeito. Seus cabos-eleitorais, movidos pelo sentimento do "já ganhou", podem relaxar nas ruas e rodas da política. Poderão demonstrar que Bornier não precisa de votos para ser eleito. Mas, são os votos que elegem.
Outro aspecto que não deu para entender. Com a divulgação da pesquisa, a lei da física entra em ação, ou seja: ação, reação. É claro que com a geração deste fato político, um outro fato político deverá ser gerado pelo seu oponente. Seja uma reação de dor ou ação mais extrema. Na agenda atual do prefeito, ir às ruas é o principal compromisso. Ele intensificará isso em razão da pesquisa. É inegável que Lindberg é bom de pedir votos. Quanto mais pede votos mais aumenta o seu sotaque e apelo de nordestino sofredor.
Pode ser que Nelson tenha lançado a pesquisa para atrair aliados, como disse ante, mas há outra forma de conseguir. Ele sabe que a costura acontece em escritórios situados no Rio de Janeiro, mas com aproximação dos diretórios municipais. Por exemplo: O PPS, hoje, está noivo do governo e com promessa de casamento. Por qual razão Nelson não volta a flertar com o PPS? Será que ele acredita que ex-esposa não pode falar mal do ex-marido?
Continuando sobre a questão dos números como atrativo para conquistar apoio, isso pode ser quebrado com facilidade por Lindberg Farias. Vocês lembram que ele era o lanterninha na campanha de 2004 e o Fernando Gonçalves (PTB), o líder das pesquisas, nem foi para o segundo turno? Esse vai ser o discurso de Lindberg para os caciques políticos. Dirá ele: "Ô, xente! Cabra, nós vamu mudar isso. Se aprochegue a mim, vai".
Para ser ainda mais claro, ele vai repetir sua frase para diversas pessoas. Quem nunca ouviu dele a frase "me ajude a governar"?
Portanto, a divulgação dos números, neste momento, é uma faca de dois gumes. Ela só seria boa se bom fosse o governo.
Há um clima muito forte na cidade e que dá conta de que Bornier seria imbatível numa disputa contra Lindberg Farias. Isso está escrito através dos números do Instituto Informa e divulgados hoje pelo jornal Hora H. No entanto, este clima pode ser prejudicial ao ex-prefeito. Seus cabos-eleitorais, movidos pelo sentimento do "já ganhou", podem relaxar nas ruas e rodas da política. Poderão demonstrar que Bornier não precisa de votos para ser eleito. Mas, são os votos que elegem.
Outro aspecto que não deu para entender. Com a divulgação da pesquisa, a lei da física entra em ação, ou seja: ação, reação. É claro que com a geração deste fato político, um outro fato político deverá ser gerado pelo seu oponente. Seja uma reação de dor ou ação mais extrema. Na agenda atual do prefeito, ir às ruas é o principal compromisso. Ele intensificará isso em razão da pesquisa. É inegável que Lindberg é bom de pedir votos. Quanto mais pede votos mais aumenta o seu sotaque e apelo de nordestino sofredor.
Pode ser que Nelson tenha lançado a pesquisa para atrair aliados, como disse ante, mas há outra forma de conseguir. Ele sabe que a costura acontece em escritórios situados no Rio de Janeiro, mas com aproximação dos diretórios municipais. Por exemplo: O PPS, hoje, está noivo do governo e com promessa de casamento. Por qual razão Nelson não volta a flertar com o PPS? Será que ele acredita que ex-esposa não pode falar mal do ex-marido?
Continuando sobre a questão dos números como atrativo para conquistar apoio, isso pode ser quebrado com facilidade por Lindberg Farias. Vocês lembram que ele era o lanterninha na campanha de 2004 e o Fernando Gonçalves (PTB), o líder das pesquisas, nem foi para o segundo turno? Esse vai ser o discurso de Lindberg para os caciques políticos. Dirá ele: "Ô, xente! Cabra, nós vamu mudar isso. Se aprochegue a mim, vai".
Para ser ainda mais claro, ele vai repetir sua frase para diversas pessoas. Quem nunca ouviu dele a frase "me ajude a governar"?
Portanto, a divulgação dos números, neste momento, é uma faca de dois gumes. Ela só seria boa se bom fosse o governo.
14.3.07
Alianças
Na disputa entre Nelson Bornier (PMDB) e Lindberg Farias (PT) pelos principais partidos, Lindberg está ganhando. Das quatro principais legendas (PMDB, PT, PSDB, PFL), ele poderá contar com três, que são elas PT, PSDB e PFL. Isso pode garantir a Lindberg maior tempo de propaganda eleitoral na TV. O uso do marketing - conforme fez em 2004 - vai ser o seu principal carro-chefe. Ele vai investir pesado em mídia, e tempo terá na TV para isso. Por outro lado, há quem diga que Nelson Bornier conta com 16 legendas apiando-o. Vai ser um "Duelo de Titãs". Mas, comenta-se que pode surgir a terceira via. Walney Rocha (PAN), José Távora (PMDB), Mário Marques (PSDB) e Sheila Gama (PDT) poderiam unir as forças políticas em torno de um nome entre eles. Walney, neste caso, seria o mais cotado para assumir a candidatura a prefeito. É bem verdade que neste momento nada está definido. Mas caso essa terceira via seja concretizada, pior será para Bornier. O eleitorado desses quatro políticos tem tendência de votar com Nelson, e não com Lindberg. O motivo é simples sobre essa análise: Mário disputou com Lindberg, portanto seus eleitores tendem a não votarem no prefeito. Sheila, indiretamente, também disputou com Lindberg, e seria pelo mesmo motivo que seu eleitorado iria aderir a Nelson. Já o caso de Távora e de Walney, provavelmente, lambrariam que ambos foram esquecidos pelo prefeito. Nem que sejam os cabos-eleitorais que ficaram na pista.
Dois bicudos se beijando
Diz o dito popular que "dois bicudos não se beijam". Mas, a política que tem a arte de fazer o boi voar poderá aproximar dois bicudos. Isso, mesmo!!! O deputado estadual Mario Marques (PSDB) poderá subir no palanque de Lindberg Farias (PT), em 2008. Eles, que trocaram farpas nas eleições municipais passadas, poderão fazer aliança para o próximo pleito. É que o PSDB deve repetir o apoio dado ao PT, conforme em 2004. O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) já teve até um dedo de prosa com o prefeito. O que não faz acontecer o tic-tac do tempo!?
Caros leitores, conforme havíamos prometido, segue a entrevista feita por este BLOG com o deputado federal Rogério Martins Lisboa (PFL).
1 – Quantos anos você tem? É casado? Quantos filhos você tem e onde você mora?
RL - 39 anos, casado, 2 filhos, Nova Iguaçu
2 – Quanto tempo você milita na política?
RL - Há 14 anos
3 – Conta um pouco da sua carreira pública.
RL- Fui suplente de vereador em 1992, assumindo logo de imediato. Depois, fui vereador em 1996 e em 2000 fui o vereador mais votado da história do município, com 1800 votos. Em 1993, fui secretário de Obras, Indústria e Comércio, depois fiquei no Legislativo por um período e retornei ao Executivo, novamente como secretário de Obras, saindo e me elegendo deputado federal em 2006
4 – Como vereador você fez parte de um grupo político que mudou o comportamento da Câmara. Como isso aconteceu?
RL - A Câmara, no seu dever de fiscalizar, acompanhou o governo do ex-prefeito Nelson Bornier, encontrando várias irregularidades, que foram investigados por CPI's e depois o relatório encaminhado ao Ministério Público, mudando, assim, o comportamento da Câmara, sempre governista.
5 – Este mesmo grupo apoiou Lindberg Farias (PT) na disputa pela Prefeitura de Nova Iguaçu, em 2004. Foi difícil aproximar o PFL do PT? Essa aliança poderá acontecer novamente em 2008?
RL- Não foi difícil essa aproximação, tendo em vista que o PFL e o PT fizeram oposição ao governo local, e essa aliança só não se repetirá se o PT for contra.
6 – Cogita-se que você pode ser o vice numa chapa encabeçada pelo PT na disputa majoritária pela sucessão municipal. Até que ponto isso é verdade?
Ainda é muito cedo para discutir o espaço para vice na chapa do Lindberg. Não penso nisso agora, no entanto, seria uma honra esse convite.
7 – Você teve mais de 60 mil votos na sua eleição para deputado federal. Você atribuiu isso a sua aliança com o prefeito? Houve peso a participação de Lindberg na sua campanha?
RL- A minha votação, eu devo principalmente ao prefeito Lindberg e ao amplo apoio que tive de vereadores e candidatos a deputado estadual
8 – Como deputado federal, qual tem sido a sua bandeira na Câmara? Quais projetos já apresentou naquela Casa?
RL- Horário integral nas escolas públicas tem sido e será, a minha bandeira na Câmara Federal. Fiz recomendações ao FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que privilegia o horário integral, e tenho algumas proposições que defendem a economia do Estado do Rio de Janeiro.
9 – Hoje você é o responsável por organizar o PFL na Baixada Fluminense. Quais os municípios você acredita que o partido terá candidato próprio para prefeito ?
RL - Tentaremos lançar candidaturas em todos os municípios da Baixada Fluminense. Podendo, porém, fazermos as alianças que entendermos ser importantes para o crescimento do partido nessa região.
10 – Qual a sua relação com César Maia? Você terá autonomia partidária para decidir sobre as alianças na Baixada?
RL- Minha relação com o prefeito César Maia sempre foi muito boa. No entanto, quem cuida do partido no Rio de Janeiro, é o deputado Rodrigo Maia, que também tenho boa relação. Este me delegou a tarefa de decidir sobre as alianças na Baixada.
11 – Faça as considerações finais que gostaria de fazer.
Espero na Câmara Federal, defender os interesses do Estado, principalmente da Baixada Fluminense, no que diz respeito ao desenvolvimento, as questões de natureza social e de infra-estrutura.
1 – Quantos anos você tem? É casado? Quantos filhos você tem e onde você mora?
RL - 39 anos, casado, 2 filhos, Nova Iguaçu
2 – Quanto tempo você milita na política?
RL - Há 14 anos
3 – Conta um pouco da sua carreira pública.
RL- Fui suplente de vereador em 1992, assumindo logo de imediato. Depois, fui vereador em 1996 e em 2000 fui o vereador mais votado da história do município, com 1800 votos. Em 1993, fui secretário de Obras, Indústria e Comércio, depois fiquei no Legislativo por um período e retornei ao Executivo, novamente como secretário de Obras, saindo e me elegendo deputado federal em 2006
4 – Como vereador você fez parte de um grupo político que mudou o comportamento da Câmara. Como isso aconteceu?
RL - A Câmara, no seu dever de fiscalizar, acompanhou o governo do ex-prefeito Nelson Bornier, encontrando várias irregularidades, que foram investigados por CPI's e depois o relatório encaminhado ao Ministério Público, mudando, assim, o comportamento da Câmara, sempre governista.
5 – Este mesmo grupo apoiou Lindberg Farias (PT) na disputa pela Prefeitura de Nova Iguaçu, em 2004. Foi difícil aproximar o PFL do PT? Essa aliança poderá acontecer novamente em 2008?
RL- Não foi difícil essa aproximação, tendo em vista que o PFL e o PT fizeram oposição ao governo local, e essa aliança só não se repetirá se o PT for contra.
6 – Cogita-se que você pode ser o vice numa chapa encabeçada pelo PT na disputa majoritária pela sucessão municipal. Até que ponto isso é verdade?
Ainda é muito cedo para discutir o espaço para vice na chapa do Lindberg. Não penso nisso agora, no entanto, seria uma honra esse convite.
7 – Você teve mais de 60 mil votos na sua eleição para deputado federal. Você atribuiu isso a sua aliança com o prefeito? Houve peso a participação de Lindberg na sua campanha?
RL- A minha votação, eu devo principalmente ao prefeito Lindberg e ao amplo apoio que tive de vereadores e candidatos a deputado estadual
8 – Como deputado federal, qual tem sido a sua bandeira na Câmara? Quais projetos já apresentou naquela Casa?
RL- Horário integral nas escolas públicas tem sido e será, a minha bandeira na Câmara Federal. Fiz recomendações ao FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que privilegia o horário integral, e tenho algumas proposições que defendem a economia do Estado do Rio de Janeiro.
9 – Hoje você é o responsável por organizar o PFL na Baixada Fluminense. Quais os municípios você acredita que o partido terá candidato próprio para prefeito ?
RL - Tentaremos lançar candidaturas em todos os municípios da Baixada Fluminense. Podendo, porém, fazermos as alianças que entendermos ser importantes para o crescimento do partido nessa região.
10 – Qual a sua relação com César Maia? Você terá autonomia partidária para decidir sobre as alianças na Baixada?
RL- Minha relação com o prefeito César Maia sempre foi muito boa. No entanto, quem cuida do partido no Rio de Janeiro, é o deputado Rodrigo Maia, que também tenho boa relação. Este me delegou a tarefa de decidir sobre as alianças na Baixada.
11 – Faça as considerações finais que gostaria de fazer.
Espero na Câmara Federal, defender os interesses do Estado, principalmente da Baixada Fluminense, no que diz respeito ao desenvolvimento, as questões de natureza social e de infra-estrutura.
13.3.07
Curiosidade
Sobre a reunião do PPS com um representante do governo não aconteu pela primeira vez na gestão Lindberg Farias. Uma outra reunião que aconteceu meses atrás foi Fausto Severo Trindade o representante.
Arte
Segue na íntegra o release enviado pela jornalista Bernadete Travassos sobre o EncontrArte, evento que já faz parte do calendário cultural da Baixada Fluminense.
OLHA O VI ENCONTRARTE AÍ, GENTE!
Estão abertas até 20 de abril as inscrições para o maior encontro de teatro da Baixada, o EncontrArte. Em sua sexta edição o EncontrArte reúne grupos de todo o Estado em apresentações gratuitas para a comunidade. Este ano o evento acontecerá em Nova Iguaçu, com a novidade de ter um circuito em outros municípios da região, no período de 15 de agosto a 24 de setembro. A ficha de inscrição e o edital podem ser baixados do sitehttp://www.encontrarte.com.br/. O edital tem o apoio do Sebrae/RJ Informações também com os produtores Claudina Oliveira (8605-1938) e Éverton Mesquita (9675-9907).
O EncontrArte tem o patrocínio da Petrobras e em 2004 ganhou o Prêmio Cultura Nota Dez, do governo do Estado, pelo trabalho de inclusão social realizado. Promovido pela empresa Encontrarte – Encontro de Artes Cênicas Ltda, tem como objetivo reunir diferentes grupos teatraisda região e do Estado do Rio, visando a uma ação conjunta que tenha como finalidades básicas: a estruturação e ampliação do mercado de trabalho para artistas e técnicos em artes cênicas; o incentivo ao desenvolvimento artístico cultural do nosso Estado contribuindo para a difusão da produção teatral brasileira.
Em 2006, o grupo Galpão _ maior grupo de teatro do Brasil_ abriu o EncontrArte com uma apresentação para 3 mil pessoas no ginásio da Vila Olímpica de Nova Iguaçu. O diretor da peça encenada pelo grupo, ator Paulo José, recebeu a chave simbólica da cidade das mãos do prefeito Lindberg Farias, na presença de atores como Maria Ceiça e da gerente da Petrobras, Regina Studart.
Também como atividade do EncontrArte no ano passado, aconteceu na Vila Olímpica de Nova Iguaçu um jogo de futebol entre atores da TV Record e artistas e produtores do EncontrArte. Entre os atores da Record estava Augusto Vargas, o Roberto da novela Bicho do Mato. O ingresso para assistir à partida era um quilo de alimento não-perecível para ser doado a uma instituição determinada pela prefeitura de Nova Iguaçu.
O circuito e a mostra da VI edição do ENCONTRARTE / Teatro 2007 serão realizados no período de 15 de agosto a 24 de setembro de 2007, salvo motivo de força maior. Caso em que será amplamente divulgada a nova data. As peças inscritas poderão ser inéditas ou não;podem ser inscritos espetáculos adultos e infantis, para espaço fechado ou de rua, de qualquer gênero: drama, comédia,musical, farsa e épicos. Com atores, bonecos, formas animadas e sombras.Veja todas informações no site: http://www.encontrarte.com.br/
OLHA O VI ENCONTRARTE AÍ, GENTE!
Estão abertas até 20 de abril as inscrições para o maior encontro de teatro da Baixada, o EncontrArte. Em sua sexta edição o EncontrArte reúne grupos de todo o Estado em apresentações gratuitas para a comunidade. Este ano o evento acontecerá em Nova Iguaçu, com a novidade de ter um circuito em outros municípios da região, no período de 15 de agosto a 24 de setembro. A ficha de inscrição e o edital podem ser baixados do sitehttp://www.encontrarte.com.br/. O edital tem o apoio do Sebrae/RJ Informações também com os produtores Claudina Oliveira (8605-1938) e Éverton Mesquita (9675-9907).
O EncontrArte tem o patrocínio da Petrobras e em 2004 ganhou o Prêmio Cultura Nota Dez, do governo do Estado, pelo trabalho de inclusão social realizado. Promovido pela empresa Encontrarte – Encontro de Artes Cênicas Ltda, tem como objetivo reunir diferentes grupos teatraisda região e do Estado do Rio, visando a uma ação conjunta que tenha como finalidades básicas: a estruturação e ampliação do mercado de trabalho para artistas e técnicos em artes cênicas; o incentivo ao desenvolvimento artístico cultural do nosso Estado contribuindo para a difusão da produção teatral brasileira.
Em 2006, o grupo Galpão _ maior grupo de teatro do Brasil_ abriu o EncontrArte com uma apresentação para 3 mil pessoas no ginásio da Vila Olímpica de Nova Iguaçu. O diretor da peça encenada pelo grupo, ator Paulo José, recebeu a chave simbólica da cidade das mãos do prefeito Lindberg Farias, na presença de atores como Maria Ceiça e da gerente da Petrobras, Regina Studart.
Também como atividade do EncontrArte no ano passado, aconteceu na Vila Olímpica de Nova Iguaçu um jogo de futebol entre atores da TV Record e artistas e produtores do EncontrArte. Entre os atores da Record estava Augusto Vargas, o Roberto da novela Bicho do Mato. O ingresso para assistir à partida era um quilo de alimento não-perecível para ser doado a uma instituição determinada pela prefeitura de Nova Iguaçu.
O circuito e a mostra da VI edição do ENCONTRARTE / Teatro 2007 serão realizados no período de 15 de agosto a 24 de setembro de 2007, salvo motivo de força maior. Caso em que será amplamente divulgada a nova data. As peças inscritas poderão ser inéditas ou não;podem ser inscritos espetáculos adultos e infantis, para espaço fechado ou de rua, de qualquer gênero: drama, comédia,musical, farsa e épicos. Com atores, bonecos, formas animadas e sombras.Veja todas informações no site: http://www.encontrarte.com.br/
Calendário
O Partido Democrático Trabalhista (PDT), em Nova Iguaçu, já tem seu calendário de reuniões mensais. Todas serão feitas às 19h no Esporte Clube Iguaçu. Seguem as datas: maço (26); abril (23); maio (28); junho (25); agosto (27); setembro (24); outubro (29); novembro (26) e dezembro (10). O interessante é que no calendário divulgado pelo partido não aparece o mês de julho.
Força contrária
Na reunião de ontem entre o PPS e o representante da Prefeitura de Nova Iguaçu, uma corrente da executiva municipal resistiu ao convite para participar do governo. Enquanto outra...
PPP Iguaçuana
O governo Lula não emplacou a PPP - Parceria Pública Privada -, mas Nova Iguaçu já deu o seu primeiro passo para a PPP. Um carro que pertence à Prefeitura de Nova Iguaçu está estacionado na garagem da sede do Partido dos Trabalhadores, desde novembro passado. O carro estava sob a responsabilidade do coordenador da Juventude, Anderson Batata, que é membro da executiva municipal.
Ps.: Não adianta tirar o carro e negar que ele está lá. Este BLOG possui foto.
Ps.: Está nota foi corrigida pelo olhar atento do leitor Max. Ele tem toda razão em seu comentário - vide postagem. Não é justificativa, mas de tanto escrever sobre protestos no Paço Municipal, automaticamente escrevemos paço com esta gravia, e não da forma como deveria. Obrigado, Max!
Ps.: Não adianta tirar o carro e negar que ele está lá. Este BLOG possui foto.
Ps.: Está nota foi corrigida pelo olhar atento do leitor Max. Ele tem toda razão em seu comentário - vide postagem. Não é justificativa, mas de tanto escrever sobre protestos no Paço Municipal, automaticamente escrevemos paço com esta gravia, e não da forma como deveria. Obrigado, Max!
Confirmando.
Este BLOG já havia dito, agora só confirma: Orleide Monteiro está fora do PT. Pelo menos, neste momento.
Fôlego
No domingo o prefeito Lindberg Farias quase "bateu as botas". Calma, pessoal! É que ele deu uma de aventureiro e pedalou de Petrópolis até Tinguá, em Nova Iguaçu. A bravura lhe rendeu dores nos músculos e que está sintindo até hoje.
Institucional
Conforme este BLOG havia previsto, começou mesmo o namoro entre o governo e o PPS. Ontem à noite, Fernando Cid, que está fazendo o papel de articulador político da atual administração, se reuniu com a executiva municipal da legenda. Em pauta estava o convite para que o partido participe institucionalmente do governo.
8.3.07
Entrevista
Este BLOG enviou à assessoria de imprensa do deputado federal Rogério Lisboa (PFL) onze perguntas. A entrevista, que será disponibilizada assim que o deputado enviar as respostas, tem como objetivo não só falar um pouco da carreira de Lisboa, mas sobretudo traçar um quandro de como será o papel dele e de seu partido em 2008, na corrida pela sucessão municipal. Aguadem.
5.3.07
Homenagem
O MAB pretende realizar uma grande homenagem a diversas mulheres iguaçuanas, Principalmente àquelas que ajudaram e militaram no movimento de bairro. O evento vai acontecer no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Serão trintas mulheres homenageadas.
Carnaval 2008
Este ano o Carnaval em Nova Iguaçu privilegiou as escolas de samba. Como tradicionalmente acontece, a Av. Mal. Floriano Peixoto, uma das principais vias do Centro, serviu de palco para os desfiles. Porém, se depender do presidente da Fenig, Fernando Cid, e do vereador Marcos Fernandes, no próximo ano o desfile aconterá no Aeroclube. Lá seria montada uma estrutura tanto para o desfile dos blocos como para a folia próxima ao palanque.
2.3.07
Pesquisas e extratégias
O ex-prefeito e deputado federal Nelson Bornier (PMDB) ecomentdou uma pesquisa, recentemente, para saber como está a sua popularidade. Na expontânea, caso fosse candidato hoje, ele venceria com mais de 20% sobre o segundo lugar, o atual prefeito Lindberg Farias. Por outro lado, o prefeito tem uma pesquisa semelhante feita por uma empresa indicada por Fausto Severo Trindade e que mostra o mesmo quadro. A partir do resultado dos números, Lindberg ligou para o ex-prefeito Mário Marques (PSDB), que hoje é deputado estadual, pedindo para que Marques seja candidato em 2008. O objetivo de Lindberg é dividir os votos do chamado setor conservador. Como incentivo à candidatura de Mário Marques, Lindberg prometeu até conseguir mais espaços para Marques na Alerj.
Outra iniciativa que Lindberg Farias está tomando é a de ir às ruas para tentar reverter o quadro tenebroso que apontam os números. Dos cinco dias da semana, quanto fica em Nova Iguaçu durante a manhã e tarde, quatro deles Linddberg se dedica às ruas.
Por outro lado, o ex-prefeito Bornier quer tirar dos seus assessorados o clima de já ganhou. Ele está encontrando resistência. Com o mal-estar vivido por Nelson em razão de problemas de saúde, o clima de já ganhou está mudando. Resumindo: o mal-estar que até então entusiasmava a turma lindberguiana poderá fazer um efeito contrário na militância de Nelson, que poderá ir às ruas para depois do baque.
Outra iniciativa que Lindberg Farias está tomando é a de ir às ruas para tentar reverter o quadro tenebroso que apontam os números. Dos cinco dias da semana, quanto fica em Nova Iguaçu durante a manhã e tarde, quatro deles Linddberg se dedica às ruas.
Por outro lado, o ex-prefeito Bornier quer tirar dos seus assessorados o clima de já ganhou. Ele está encontrando resistência. Com o mal-estar vivido por Nelson em razão de problemas de saúde, o clima de já ganhou está mudando. Resumindo: o mal-estar que até então entusiasmava a turma lindberguiana poderá fazer um efeito contrário na militância de Nelson, que poderá ir às ruas para depois do baque.
Racionamento
O prefeito Lindberg Farias deveria dar exemplo. Todas as noites ele deixa a luz do seu apartamento acesa para fazer parecer que tem alguém em casa. Prefeito, apague a luz. Temos que economizar energia...
Hora extra
"Quantos risos, óh! Quanta alegria. Mais de mil palhaços no salão"
Ontem, por volta das 21h20, no Paço Municipal, a secretária de Educação e Saúde, Marli de Freitas, ladeada por sua escudeira Mônica Rangel, sorriam após a uma reunião na Prefeitura. Davi Augusto Escaleira, braço direito do secretário de Planejamento e Gestão, Fausto Severo Trindade, também era só alegria. Pelo jeito, a reunião foi maravilhosa.
Ontem, por volta das 21h20, no Paço Municipal, a secretária de Educação e Saúde, Marli de Freitas, ladeada por sua escudeira Mônica Rangel, sorriam após a uma reunião na Prefeitura. Davi Augusto Escaleira, braço direito do secretário de Planejamento e Gestão, Fausto Severo Trindade, também era só alegria. Pelo jeito, a reunião foi maravilhosa.
1.3.07
Vocês sabiam?
Os vereadores não queriam que Lindberg Faris fizesse a visita que fez à Câmara na terça-feira passada. Quem convenceu a turma foi o vereador licenciado Fernando Cid (PCdoB).
Desfazendo rumores
Os rumores de que o ex-prefeito Nelson Bornier (PMDB) infartou em Brasília, conforme disse este BLOG, não procede. Isso quem diz é a assessoria do deputado que ligou para este colunista e revelou que Bornier teve um mal-estar, sentindo problemas no coração, e resolveu procurar o Hospital do Coração, em São Paulo. Lá soi submetido a exames e logo depois a cateterismo, ficando em observação. Ainda de acordo com assessores próximos de Nelson Bornier, na terça-feira que vem ele estará em Brasília, atuando como deputado.
O mal-estar sentido por Nelson Bornier revela que se ele for candidato mesmo em 2008, conforme se fala nos bastidores, vai precisar fazer um regime - ele está gordo - e se preparar. Seu adversário, Lindberg Farias, é jovem que goza de disposição física.
Esta nota foi corrida. Almeida dos Santos
O mal-estar sentido por Nelson Bornier revela que se ele for candidato mesmo em 2008, conforme se fala nos bastidores, vai precisar fazer um regime - ele está gordo - e se preparar. Seu adversário, Lindberg Farias, é jovem que goza de disposição física.
Esta nota foi corrida. Almeida dos Santos
Harmonia, sim... mas com autonomia
Terça-feira passada o prefeito Lindberg Farias visitou à Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu em uma atitude para demonstrar que os poderes Executivo e Legislativo trabalharão juntos no ano de 2007. Se isso acontecer, pode ser bom para a cidade. Mas, como todos que vivem a política têm conhecimento, a ida de Lindberg à Câmara foi para acenar a bandeira branca aos vereadores e dizer que ele pretende carimbar as ações do governo também com a marca do Poder Legislativo.
Essa iniciativa aconteceu justamente depois que Lindberg se viu ameaçado de ser afastado pelos parlamentares, o que arranharia sua imagem de bom político – coisa que ele faz com marketing pesado – e paralisaria a máquina, que também não vai bem das pernas. Foi um extintor num incêndio que poderia causar danos irreparáveis.
A relação harmônica entre poderes, conforme quer sinalizar o prefeito, é sem dúvidas importante para a cidade. Governar em meio à crise é ter que parar a máquina – ressalto que continua lenta – para elaborar as estratégias políticas, e, isso, sem dúvidas refletiria nas ações públicas governamentais. Porém, mais importante que a harmonia entre poderes é a autonomia das instituições. Ser harmônico não é ser cúmplice. Cada instituição tem o seu papel, e cada papel difere um do outro. Compete ao Poder Executivo executar, assim como compete ao Poder Legislativo vigiar a execução dentro do que preconizam as leis, configurando assim o ato de fiscalizar. Elaborar leis seria, se não o é, um papel secundário do Poder Legislativo.
Mas, voltando à questão política no ato de Lindberg, ela pode ser mais ampla e mais robusta. Visitar o Legislativo sem apresentar um plano de metas ou mesmo um “Plano de Aceleramento do Crescimento do Municipal”, é, nada mais e nada menos, que fazer um proselitismo muito comum aos populistas. A cidade precisa crescer ordenadamente. Para isso precisa de ações efetivas, sem as prosopopéias que se declaram nos projetos arquitetônicos dos caros escritórios contratados pelo governo. Vejamos um caso, por exemplo:
Sem dúvidas o conceito do projeto Bairro-Escola é muito bom. Isso é inegável. Mas, durante dois anos e dois meses o governo Lindberg Farias fez com que a cidade ficasse estagnada – e continua. Se nesse período houvesse intervenções urbanísticas nos bairros, o Bairro-Escola justificaria seu nome. Mas não. Não houve essa urbanização para receber esse projeto, e, portanto, esse projeto não vai decolar por jogar na responsabilidade do setor privado ou entidade civil organizado as horas complementares de atenção às crianças. Ele está incentivando uma demanda que não tem capacidade de ser absorvida pelo estado de esquecimento que estão esses bairros. Portanto, sabe o governo que está priorizando um projeto que no conceito é bom, mas na ação é puro marketing que se transformará em antimarketing.
Investir em programas, apenas, é deixar de construir patrimônios públicos que serão herdados por gerações futuras. Isso não quer dizer fazer a “política do concreto”, mas pelo menos concretizar um tempo político com obras materializadas. O que de concreto poderá apresentar este governo amanhã? Obras de asfalto?
O saneamento básico é importante, ressaltamos. Mas deve vir acompanhado de praças, escolas e unidades de saúde. No Conjunto Habitacional Tertuliano Potyguara, por exemplo, estão sendo construídas duas praças. Entretanto, no projetos dela sequer pensaram em fazer um pequeno espaço para servir de posto de saúde. Entretanto, a prefeitura optou por alugar o Sindicato das Domésticas para ceder um espaço para funcionar como posto. E amanhã, heim!!
Algumas pessoas podem achar que é exigência demais deste colunista pedir obras e mais obras. Ora! É apenas a cobrança de dois anos de estagnação. A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu tem fundamental importância neste papel de pressionar o Poder Executivo a cumprir o seu papel de executar. Se o prefeito achar que ele, em nome da harmonia que crê existir, poderá ficar tranqüilo, é aí que os vereadores terão que agir. A autonomia se faz mais soberana do que acreditar que a harmonia vai corrigir o governo.
Essa iniciativa aconteceu justamente depois que Lindberg se viu ameaçado de ser afastado pelos parlamentares, o que arranharia sua imagem de bom político – coisa que ele faz com marketing pesado – e paralisaria a máquina, que também não vai bem das pernas. Foi um extintor num incêndio que poderia causar danos irreparáveis.
A relação harmônica entre poderes, conforme quer sinalizar o prefeito, é sem dúvidas importante para a cidade. Governar em meio à crise é ter que parar a máquina – ressalto que continua lenta – para elaborar as estratégias políticas, e, isso, sem dúvidas refletiria nas ações públicas governamentais. Porém, mais importante que a harmonia entre poderes é a autonomia das instituições. Ser harmônico não é ser cúmplice. Cada instituição tem o seu papel, e cada papel difere um do outro. Compete ao Poder Executivo executar, assim como compete ao Poder Legislativo vigiar a execução dentro do que preconizam as leis, configurando assim o ato de fiscalizar. Elaborar leis seria, se não o é, um papel secundário do Poder Legislativo.
Mas, voltando à questão política no ato de Lindberg, ela pode ser mais ampla e mais robusta. Visitar o Legislativo sem apresentar um plano de metas ou mesmo um “Plano de Aceleramento do Crescimento do Municipal”, é, nada mais e nada menos, que fazer um proselitismo muito comum aos populistas. A cidade precisa crescer ordenadamente. Para isso precisa de ações efetivas, sem as prosopopéias que se declaram nos projetos arquitetônicos dos caros escritórios contratados pelo governo. Vejamos um caso, por exemplo:
Sem dúvidas o conceito do projeto Bairro-Escola é muito bom. Isso é inegável. Mas, durante dois anos e dois meses o governo Lindberg Farias fez com que a cidade ficasse estagnada – e continua. Se nesse período houvesse intervenções urbanísticas nos bairros, o Bairro-Escola justificaria seu nome. Mas não. Não houve essa urbanização para receber esse projeto, e, portanto, esse projeto não vai decolar por jogar na responsabilidade do setor privado ou entidade civil organizado as horas complementares de atenção às crianças. Ele está incentivando uma demanda que não tem capacidade de ser absorvida pelo estado de esquecimento que estão esses bairros. Portanto, sabe o governo que está priorizando um projeto que no conceito é bom, mas na ação é puro marketing que se transformará em antimarketing.
Investir em programas, apenas, é deixar de construir patrimônios públicos que serão herdados por gerações futuras. Isso não quer dizer fazer a “política do concreto”, mas pelo menos concretizar um tempo político com obras materializadas. O que de concreto poderá apresentar este governo amanhã? Obras de asfalto?
O saneamento básico é importante, ressaltamos. Mas deve vir acompanhado de praças, escolas e unidades de saúde. No Conjunto Habitacional Tertuliano Potyguara, por exemplo, estão sendo construídas duas praças. Entretanto, no projetos dela sequer pensaram em fazer um pequeno espaço para servir de posto de saúde. Entretanto, a prefeitura optou por alugar o Sindicato das Domésticas para ceder um espaço para funcionar como posto. E amanhã, heim!!
Algumas pessoas podem achar que é exigência demais deste colunista pedir obras e mais obras. Ora! É apenas a cobrança de dois anos de estagnação. A Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu tem fundamental importância neste papel de pressionar o Poder Executivo a cumprir o seu papel de executar. Se o prefeito achar que ele, em nome da harmonia que crê existir, poderá ficar tranqüilo, é aí que os vereadores terão que agir. A autonomia se faz mais soberana do que acreditar que a harmonia vai corrigir o governo.
Infarto
Rumores que começaram ontem à noite dão conta de que o deputado federal e ex-prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier (PMDB), teria sofrido um infarto em plenário, à noite, lá em Brasília. O deputado teria sido levado para o Hospital do Coração, em São Paulo, para fazer o tratamento. Nelson Bornier é o principal adversário político de Lindberg Farias é um dos nomes cotados para polarizar as eleições 2008, na disputa pelo cargo de prefeito. Vamos apurar qual o quadro clínico do deputado. Aguardem.
27.2.07
Agência
Onde fucionava a SEDEBREM - Secretaria Estadual de Desenvolvimento da Baixada Fluminense e Região Metropolitana -, no KM-16 da Rodovia Pres. Dutra, no bairro Califórnia em Nova Iguaçu, funciona também a sede da Associação de Prefeitos da Baixada Fluminense. Bem que o vereador presidente da Associação de Vereadores da Baixada Fluminense, Carlos Ferreira (PT), também reivindicasse um espaço para funcionar lá. Tornaria o local em um agência de desenvolvimento da região. Lá também funciona um órgão do governo do estado só para tratar de questões referentes a saneamento.
Protesto
Se realmente o prefeito de Nova Iguaçu for visitar a reabertura dos trabalhos da Câmara Municipal, hoje, terá que enfrentar um protesto organizado pelos servidores municipais. Faixas e cartazes vão cobrar de Lindberg o cumprimento da promessa de campanha e a aplicação da Lei 709/83.
Nascendo
Com a transformação do Partido da Frente Liberal (PFL) em Partido Democrata, houve uma ruptura nacionalmente que fará surgir uma legenda nova com parte de ex-integrantes do PFL. Trata-se do PDdoB (Partido Democrata do Brasil). Em Nova Iguaçu a legenda já tem representante que só está aguardando a documentação sair para montar o partido no município. O futuro presidente da nova legenda na cidade - que pediu para não ser identificado - já ocupou cargo de secretário municipal. Ele disse a este BLOG que não está apenas interessado em montar o partido em Nova Iguaçu. Duque de Caxias, Belford Roxo e Queimados também são municípios que ele tem interesse. Vamos aguardar para ver.
Movimentações para 2008
Até setembro as legendas partidárias deverão contar com seus futuros candidatos devidamente filiados. Uma movimentação está acontecendo bastidor. O PSB e PCdoB, que no âmbito nacional estão colados com o PDT, podem verticalizar a aliança. Ou seja: se a deputada estadual Sheila Gama (PDT) submeter o nome ao escrutínio do voto, lançando sua candidatura à Prefeitura de Nova Iguaçu, tanto o PSB quanto o PCdoB podem ser aliados dela. Não me surpreenderá se o ex-prefeito de marido de Sheila, Aluísio Gama, conversar com os presidentes desses partidos nos próximos dias. Lançando ou não a esposa candidata, Aluísio fará de tudo para manter esse bloco junto.
Ainda sobre as movimentações partidárias, o PPS está com encontro marcado para o dia 7 de março, às 19h, no Patronato São Vicente. O partido, em Nova Iguaçu, conta com dois representantes na Câmara - Chiquinho da Ambulância e Fausto 100%. O presidente Miguel Ribeiro disse a este BLOG que a reunião será do Diretório Municipal e para começar a montagem da nominata. Começou a correria.
Ainda sobre as movimentações partidárias, o PPS está com encontro marcado para o dia 7 de março, às 19h, no Patronato São Vicente. O partido, em Nova Iguaçu, conta com dois representantes na Câmara - Chiquinho da Ambulância e Fausto 100%. O presidente Miguel Ribeiro disse a este BLOG que a reunião será do Diretório Municipal e para começar a montagem da nominata. Começou a correria.
Mulheres
No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o Movimento Amigos do Bairro (MAB) vai promover um evento em homenagem às mulheres que se destacaram nas lutas sociais e populares. O encontro vai ser feito no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, às 10.
26.2.07
Quando
Hoje, os melhores cargos no governo estão entregues às pessoas que não têm nenhum vínculo político com a cidade de Nova Iguaçu. Existe um grupo de pessoas que ajudou Lindberg Farias na campanha de 2004 e que está tramando fazer campanha contra o prefeito. Olha que são pessoas de movimentos populares e que foram soldados de guerra no período eleitoral. Tudo indica que os engomadinhos do governo terão que ir às ruas para pedir votos. Será que eles irão??? Acorda, prefeito!
Sucursal
A Prefeitura de Nova Iguaçu está virando a sucursal do JB. Depois eu conto mais. Aguardem!!!!
Polvorosa
O presidente do PSB de Nova Iguaçu, José Ribamar, está em polvorosa com o prefeito. Ele, que foi exonerado da administração municipal, não consegue emplacar os membros do partido na copmposição do governo. Ribamar quer colocar o cacique Alexandre Cardoso na linha direta com Lindberg. Quem sabe assim ele consegue participar do governo.
Às pressas
Este BLOG noticiou que as pessoas portadoras do vírus HIV poderiam sofrer por falta a aprovação do Plano de Metas DST/AIDS, que deveria ser feita pelo Conselho Municipal de Saúde, mas que a Prefeitura de Nova Iguaçu não tinha feito. Isso pode acarretar na falta do envio de recursos, por parte do governo federal, para a município. Amanhã será feita uma reunião extraordinária para tratar deste assunto. Provavelmente o Plano de Metas será aprovado. Mas, isso reevela que o governo municipal funciona aos trancos. Espero que o plano seja aprovado para que a cidade receba os recursos e faça investimentos no tratamento dessas pessoas.
23.2.07
Mudando mesmo?
O prefeito Lindberg Farias vai começar o ano político na cidade demonstrando o interesse de ficar mais próximo dos vereadores. Na próxima terça-feira, na retomada dos trabalhos da Casa, Lindberg deve comparecer e fazer uma visita de cortesia aos parlamentares. Irá acompanhar a abertura do reinicio dos trabalhos. Deve tomar tal iniciativa acompanhado de alguns secretários, para demonstrar aos vereadores que ele quer parceria e harmonia dos poderes.
A medida é uma sinalização clara de que ele não quer que a crise fique mais tencionada do que está, pois é de entendimento de todos (vereadores da oposição e situação, além de pessoas da sociedade) que a administração pública governa com arrogância de subalternos do prefeito, fato que gerou a crise que este BLOG tanto alertou.
Outra iniciativa tomada pelo prefeito aconteceu neste Carnaval. Diferente dos outros anos ele preferiu ficar na cidade. Também um sinal de reconciliação, o qual o novo modelo de política que ele pretende adotar parece querer demonstrar. Mas isso ainda é pouco para um governo que quer resgatar a popularidade perdida depois de ter sido conduzido ao poder pelo clamor da população. Tapinhas nas costas pode gerar mais revolta do que se tem notícias. Ele deve efetivamente governar e colocar a máquina para funcionar. Refundar seu governo através de medidas de choque administrativo e político. Mas, para isso, é necessário dele a vontade política e não apenas um visão de que mudando o comportamento conseguirá o seu objeto mais desejado que é a reeleição.
Há também um outro motivo para ver que o prefeito precisava tomar iniciativas mais populares e de aproximação com os vereadores. Trata-se da crise política vivida nos primeiros dias de 2007. Ela, se não mudou o pensamento de Lindberg, pelo menos sinalizou para ele que um sinal de alerta de acendia e que poderia chagar ao vermelho.
A medida é uma sinalização clara de que ele não quer que a crise fique mais tencionada do que está, pois é de entendimento de todos (vereadores da oposição e situação, além de pessoas da sociedade) que a administração pública governa com arrogância de subalternos do prefeito, fato que gerou a crise que este BLOG tanto alertou.
Outra iniciativa tomada pelo prefeito aconteceu neste Carnaval. Diferente dos outros anos ele preferiu ficar na cidade. Também um sinal de reconciliação, o qual o novo modelo de política que ele pretende adotar parece querer demonstrar. Mas isso ainda é pouco para um governo que quer resgatar a popularidade perdida depois de ter sido conduzido ao poder pelo clamor da população. Tapinhas nas costas pode gerar mais revolta do que se tem notícias. Ele deve efetivamente governar e colocar a máquina para funcionar. Refundar seu governo através de medidas de choque administrativo e político. Mas, para isso, é necessário dele a vontade política e não apenas um visão de que mudando o comportamento conseguirá o seu objeto mais desejado que é a reeleição.
Há também um outro motivo para ver que o prefeito precisava tomar iniciativas mais populares e de aproximação com os vereadores. Trata-se da crise política vivida nos primeiros dias de 2007. Ela, se não mudou o pensamento de Lindberg, pelo menos sinalizou para ele que um sinal de alerta de acendia e que poderia chagar ao vermelho.
Na política e na administração
O vereador e presidente da Câmara de Nova Iguaçu, Jorge Marotte (PFL), nos próximos dias dará uma resposta àquelas pessoas que não acreditavam na sua capacidade de administrar a Casa. Depois de reformar o prédio em menos de um mês, ele anunciará a criação de um espaço cultural na sede do Legislativo Municipal. É claro que se tatando de espaço cultural em Poder Legislativo, tal feito não é novidade. Mas, ao se tratar de Nova Iguaçu, essa é a primeira administração que pensa em usar o espaco e paredes do plenário para exposições. A primeira exposição que será feita é sobre projetos interessantes que passaram pela Casa, como o que deu Título de Cidadão Iguaçuano ao falecido presidente Juscelino Kubitschek. Jornais antigos com notícias sobre a Câmara de Vereadores também serão expostos.
Com essa atitude, Marotte mostra que sua administração não pensou em apenas mudar o comportamento da Casa, fazendo com que o vereador fosse mais respeitado pelo Governo Municipal. Além da união dos vereadores na conquista da autonomia política da Câmara, ela quer transformar a Casa num espaço que seja atrativo para o povo iguaçuano e também objeto de procura dos alunos para as pesquisas sobre o município. Tanto na política quanto na administração, Jorge Marotte está surpreendendo muita gente e se tornando um político que até então era considerado do baixo-clero e que agora se torna influente na vida política da cidade.
Com essa atitude, Marotte mostra que sua administração não pensou em apenas mudar o comportamento da Casa, fazendo com que o vereador fosse mais respeitado pelo Governo Municipal. Além da união dos vereadores na conquista da autonomia política da Câmara, ela quer transformar a Casa num espaço que seja atrativo para o povo iguaçuano e também objeto de procura dos alunos para as pesquisas sobre o município. Tanto na política quanto na administração, Jorge Marotte está surpreendendo muita gente e se tornando um político que até então era considerado do baixo-clero e que agora se torna influente na vida política da cidade.
16.2.07
Entrevista
Caros leitores deste BLOG, antes de colocar o meu bloco na rua, deixo para vocês a entrevista feita com Gláucia Bon, ex-secretária de Saúde de Nova Iguaçu. A partir deste momento, me coloco como um súdito de Momo.
Ex-secretária de Saúde confirma: dinheiro do setor foi aplicado em fundos de renda fixa
Almeida dos Santos
Ela já foi subsecretária de Planejamento e Gestão, secretária de Trabalho e Assistência Social do governo Marcello Alencar, secretária de Planejamento da prefeitura de Itaboraí, secretária de Desenvolvimento Comunitário do governo Benedita da Silva, diretora de Assuntos Interministeriais do Desenvolvimento Social do governo federal, delegada federal de Desenvolvimento Agrário, secretária de Saúde e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) na gestão Lindberg Farias (PT), e na área privada atua como consultora de multinacionais. Trata-se de Gláucia Bon, uma especialista em administração pública que re-solveu falar à TRIBUNA DA REGIÃO sobre o seu papel, tanto na campanha eleitoral quanto na administração atual. Na entrevista, concedida por e-mail, Gláucia confirmou que o dinheiro da Saúde repassado pelo governo federal esteve aplicado em fundos de renda fixa, conforme o jornal tem denunciado. Fez, ainda, uma avaliação dos motivos que emperram a máquina administrativa.
TRIBUNA DA REGIÃO - Como foi a sua aproximação de Lindberg Farias. Você, que ocupou um cargo do alto-escalão do governo Benedita da Silva, foi designada pelo PT para fazer a campanha do Lindberg?
Gláucia Bon - Eu fui apresentada ao atual prefeito Lindberg Farias por uma pessoa de meu relacionamento pessoal. Na época, a campanha ( em 2004) estava com uma certa dificuldade na elaboração do Programa de Governo (PG) e alguém que fizesse o link entre o PG e a produção de programa de TV. Embora seja uma das fundadoras do PT, não tenho uma relação de militância e subordinação com o partido e não recebi nenhuma designação para este fim.
TR - Qual foi a sua participação na elaboração do Programa de Governo do atual prefeito?
GB - Na verdade, o PT de Nova Iguaçu já vinha trabalhando em propostas setoriais, mas não avançava na elaboração de um programa mais consistente. Entre outras dificuldades, pela ausência de quadros com experiência na administração pública. Não só elaborei o Programa de Governo como fui responsável pelo Link entre programa e produção de Tv e rádio, que é baseada nas proposições contidas no PG.
TR - Inicialmente, quais foram os cargos que você ocupou na administração Lindberg Farias?
GB - O primeiro cargo que ocupei nesta administração foi o de sub-secretária de Saúde, secretária de Saúde, secretária especial do prefeito, presidente da Codeni.
TR - Comenta-se que Valcler Rangel Fernandes, que foi secretário municipal de Saúde, deixou o cargo por falta de autonomia administrativa. Você sucedeu Valcler assumindo a pasta. Sua saída do cargo se deu também por falta de autonomia administrativa para gerir o dinheiro destinado à Saúde?
GB - Não sei dos motivos que levaram o secretário Valcler e sua equipe a entregar o Cargo. A pedido do prefeito eu aceitei o cargo de subsecretária, para atuar basicamente no campo do planejamento administrativo e financeiro da secretaria. Na época o secretário tinha várias reclamações sobre a morosidade nos processos de aquisição de insumos e equipamentos que tramitavam na prefeitura, por outro lado os diversos setores da prefeitura alegavam que os processos não chegavam em tempo hábil ou estavam in-completos. Ao assumir como subsecretária, constatei que realmente havia problemas administrativos dos dois lados: na prefeitura e na secretaria, a grande maioria por deficiência das rotinas e dinâmicas estabelecidas. A minha saída deve ser atribuída ao corporativismo da área médica, em especial à equipe, na época, da direção do Hospital da Posse, que foi incansável em articular a minha saída.
TR - Hoje a área da Saúde vive uma crise sem precedentes. Isso seria pela má gestão do dinheiro destinado à pasta?
GB - Não tenho como fazer esta avaliação. Em minha passagem de cerca de 30 dias como secretária, cuidei basicamente de preparar editais e processos de compra, além de planejar a aplicação dos recursos com especial atenção aos prazos e à destinação das verbas “carimbadas”. Na época já havia problemas com os repasses para os serviços conveniados, que, mesmo neste curto período de tempo, eu consegui iniciar a regularização, mantendo constante conversação com os prestadores e o Conselho Municipal de Saúde.
TR - Rumores dão conta de que o dinheiro da Saúde estava sendo aplicado em fundos de renda fixa. Você sabe algo sobre isso?
GB - Ao replanejar a aplicação dos recursos, eu constatei que isto estava ocorrendo. Na verdade, na época, as secretarias de Governo (Fausto Severo) e Fazenda (Francisco de Souza) alegavam que os recursos estavam aplicados porque não havia processos para aplicação dos recursos.
TR - Aplicar dinheiro destinado para um fim específico, considerado de “verba carimbada”, em fundos de renda fixa não seria um ato de improbidade? Você chegou a alertar o governo sobre isso?
GB - Os recursos “carimbados” ou conveniados podem ser aplicados em poupança por um período não superior a 30 dias, salvo em casos especiais, na medida em que os recursos não podem ficar parados se desvalorizando. A questão é que se há credores desses recursos, como fornecedores e prestadores de serviços, neste caso cabe apenas o imediato pagamento.
TR - O prefeito Lindberg Farias deu muito poder ao secretário de Planejamento e Gestão, Fausto Severo Trindade. Essa poderia ser uma das razões que gerou uma crise interna e que paralisou a máquina administrativa?
GB - Não posso acreditar que a paralisação da má-quina administrativa possa ser atribuída a um único secretário, por mais poder que a ele seja atribuído. A questão pode estar na indefinição de estratégias, provocando idas e vindas nas decisões de governo. Este me parece ser o nó desta administração. As sucessivas trocas no quadro de secretários são, em minha opinião, uma demonstração dessa clara dificuldade de definição de uma política clara e eficaz de gestão
TR - Durante a campanha eleitoral, Lindberg fez acordos, o que é natural no processo político. Ele tinha algum acordo com você. Se tinha, qual era e se ele cumpriu ou não?
GB - Eu não tinha nenhum acordo com o prefeito. O que ocorreu foi que ao final da campanha ele me convidou para ser secretária e também participar da equipe de transição de governo. Naquela época eu era delegada federal de Desenvolvimento Agrário e precisei entregar meu cargo no governo federal. O que se sucedeu é que o prefeito ao montar a equipe definitiva, entendeu que eu não era um quadro necessário à sua administração.
TR - Você também foi da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu. É verdade que está companhia aumentou a dívida trabalhista na gestão Lindberg Farias? Quanto estaria essa dívida, hoje?
GB - Quando assumi a Codeni, já havia uma dívida de INSS e FGTS, iniciada nos dois últimos meses do governo anterior (do ex-pre-feito Mário Marques), acumulando àquela altura cerca de oito meses sem re-colhimento, o que perdurou até a minha saída na medida em que não eram repassados recursos suficientes para esse fim. Não apenas o prefeito, mas também o secretário de Fazenda (Francisco de Sousa); o secretário de Governo (Fausto Severo Trindade), o procurador (Rodrigo Tostes de Allencar Mascarenhas) e outros membros do primeiro escalão tinham plena ciência da situação, uma vez que mensalmente este assunto era encaminhado em diversas reuniões, sempre sendo apresentado o cálculo atualizado da dívida. Não posso afirmar o montante atual da dívida, pois estou afastada desde abril passado.
TR - Algumas pessoas que participaram do processo eleitoral de Lindberg ficaram pouco tempo na administração. Nesse exemplo pode ser incluído o seu nome, o ex-vereador Maurílio Manteiga (PSDB) e até o do seu marido, Eduardo Abrunhosa, entre outros. O que houve para que estas pessoas deixassem o governo?
GB - Quem deve participar ou não da administração no Executivo é uma decisão única e exclusiva do prefeito.
TR - Hoje, como você avalia a administração municipal iguaçuana e qual nota você daria para ela?
GB - Já estou afastada desta administração. Não me cabe atribuir notas à administração de ninguém. Mas tenho certeza de que a população de Nova Iguaçu tinha muitas expectativas em relação a essa administração e está muito atenta a tudo que acontece. Quem vai dar a nota definitiva é o povo de Nova Iguaçu nas próximas eleições.
TR - Gostaria de fazer algumas considerações finais?
GB - Gostaria de agradecer ao povo iguaçuano pelo carinho com que me recebeu. Tanto na minha curta passagem pela Saúde, quanto na minha permanência na Codeni. Sempre fui tratada com muito respeito e afeto pelo povo desta cidade, pela Câmara de Vereadores, pelos conselhos e entidades civis e pela imprensa em geral. Esta é uma boa oportunidade de agradecer a confiança que me foi depositada e de afirmar que tenho muito orgulho de ter servido a este povo e a consciência do dever cumprido como administradora.
Ex-secretária de Saúde confirma: dinheiro do setor foi aplicado em fundos de renda fixa
Almeida dos Santos
Ela já foi subsecretária de Planejamento e Gestão, secretária de Trabalho e Assistência Social do governo Marcello Alencar, secretária de Planejamento da prefeitura de Itaboraí, secretária de Desenvolvimento Comunitário do governo Benedita da Silva, diretora de Assuntos Interministeriais do Desenvolvimento Social do governo federal, delegada federal de Desenvolvimento Agrário, secretária de Saúde e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni) na gestão Lindberg Farias (PT), e na área privada atua como consultora de multinacionais. Trata-se de Gláucia Bon, uma especialista em administração pública que re-solveu falar à TRIBUNA DA REGIÃO sobre o seu papel, tanto na campanha eleitoral quanto na administração atual. Na entrevista, concedida por e-mail, Gláucia confirmou que o dinheiro da Saúde repassado pelo governo federal esteve aplicado em fundos de renda fixa, conforme o jornal tem denunciado. Fez, ainda, uma avaliação dos motivos que emperram a máquina administrativa.
TRIBUNA DA REGIÃO - Como foi a sua aproximação de Lindberg Farias. Você, que ocupou um cargo do alto-escalão do governo Benedita da Silva, foi designada pelo PT para fazer a campanha do Lindberg?
Gláucia Bon - Eu fui apresentada ao atual prefeito Lindberg Farias por uma pessoa de meu relacionamento pessoal. Na época, a campanha ( em 2004) estava com uma certa dificuldade na elaboração do Programa de Governo (PG) e alguém que fizesse o link entre o PG e a produção de programa de TV. Embora seja uma das fundadoras do PT, não tenho uma relação de militância e subordinação com o partido e não recebi nenhuma designação para este fim.
TR - Qual foi a sua participação na elaboração do Programa de Governo do atual prefeito?
GB - Na verdade, o PT de Nova Iguaçu já vinha trabalhando em propostas setoriais, mas não avançava na elaboração de um programa mais consistente. Entre outras dificuldades, pela ausência de quadros com experiência na administração pública. Não só elaborei o Programa de Governo como fui responsável pelo Link entre programa e produção de Tv e rádio, que é baseada nas proposições contidas no PG.
TR - Inicialmente, quais foram os cargos que você ocupou na administração Lindberg Farias?
GB - O primeiro cargo que ocupei nesta administração foi o de sub-secretária de Saúde, secretária de Saúde, secretária especial do prefeito, presidente da Codeni.
TR - Comenta-se que Valcler Rangel Fernandes, que foi secretário municipal de Saúde, deixou o cargo por falta de autonomia administrativa. Você sucedeu Valcler assumindo a pasta. Sua saída do cargo se deu também por falta de autonomia administrativa para gerir o dinheiro destinado à Saúde?
GB - Não sei dos motivos que levaram o secretário Valcler e sua equipe a entregar o Cargo. A pedido do prefeito eu aceitei o cargo de subsecretária, para atuar basicamente no campo do planejamento administrativo e financeiro da secretaria. Na época o secretário tinha várias reclamações sobre a morosidade nos processos de aquisição de insumos e equipamentos que tramitavam na prefeitura, por outro lado os diversos setores da prefeitura alegavam que os processos não chegavam em tempo hábil ou estavam in-completos. Ao assumir como subsecretária, constatei que realmente havia problemas administrativos dos dois lados: na prefeitura e na secretaria, a grande maioria por deficiência das rotinas e dinâmicas estabelecidas. A minha saída deve ser atribuída ao corporativismo da área médica, em especial à equipe, na época, da direção do Hospital da Posse, que foi incansável em articular a minha saída.
TR - Hoje a área da Saúde vive uma crise sem precedentes. Isso seria pela má gestão do dinheiro destinado à pasta?
GB - Não tenho como fazer esta avaliação. Em minha passagem de cerca de 30 dias como secretária, cuidei basicamente de preparar editais e processos de compra, além de planejar a aplicação dos recursos com especial atenção aos prazos e à destinação das verbas “carimbadas”. Na época já havia problemas com os repasses para os serviços conveniados, que, mesmo neste curto período de tempo, eu consegui iniciar a regularização, mantendo constante conversação com os prestadores e o Conselho Municipal de Saúde.
TR - Rumores dão conta de que o dinheiro da Saúde estava sendo aplicado em fundos de renda fixa. Você sabe algo sobre isso?
GB - Ao replanejar a aplicação dos recursos, eu constatei que isto estava ocorrendo. Na verdade, na época, as secretarias de Governo (Fausto Severo) e Fazenda (Francisco de Souza) alegavam que os recursos estavam aplicados porque não havia processos para aplicação dos recursos.
TR - Aplicar dinheiro destinado para um fim específico, considerado de “verba carimbada”, em fundos de renda fixa não seria um ato de improbidade? Você chegou a alertar o governo sobre isso?
GB - Os recursos “carimbados” ou conveniados podem ser aplicados em poupança por um período não superior a 30 dias, salvo em casos especiais, na medida em que os recursos não podem ficar parados se desvalorizando. A questão é que se há credores desses recursos, como fornecedores e prestadores de serviços, neste caso cabe apenas o imediato pagamento.
TR - O prefeito Lindberg Farias deu muito poder ao secretário de Planejamento e Gestão, Fausto Severo Trindade. Essa poderia ser uma das razões que gerou uma crise interna e que paralisou a máquina administrativa?
GB - Não posso acreditar que a paralisação da má-quina administrativa possa ser atribuída a um único secretário, por mais poder que a ele seja atribuído. A questão pode estar na indefinição de estratégias, provocando idas e vindas nas decisões de governo. Este me parece ser o nó desta administração. As sucessivas trocas no quadro de secretários são, em minha opinião, uma demonstração dessa clara dificuldade de definição de uma política clara e eficaz de gestão
TR - Durante a campanha eleitoral, Lindberg fez acordos, o que é natural no processo político. Ele tinha algum acordo com você. Se tinha, qual era e se ele cumpriu ou não?
GB - Eu não tinha nenhum acordo com o prefeito. O que ocorreu foi que ao final da campanha ele me convidou para ser secretária e também participar da equipe de transição de governo. Naquela época eu era delegada federal de Desenvolvimento Agrário e precisei entregar meu cargo no governo federal. O que se sucedeu é que o prefeito ao montar a equipe definitiva, entendeu que eu não era um quadro necessário à sua administração.
TR - Você também foi da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu. É verdade que está companhia aumentou a dívida trabalhista na gestão Lindberg Farias? Quanto estaria essa dívida, hoje?
GB - Quando assumi a Codeni, já havia uma dívida de INSS e FGTS, iniciada nos dois últimos meses do governo anterior (do ex-pre-feito Mário Marques), acumulando àquela altura cerca de oito meses sem re-colhimento, o que perdurou até a minha saída na medida em que não eram repassados recursos suficientes para esse fim. Não apenas o prefeito, mas também o secretário de Fazenda (Francisco de Sousa); o secretário de Governo (Fausto Severo Trindade), o procurador (Rodrigo Tostes de Allencar Mascarenhas) e outros membros do primeiro escalão tinham plena ciência da situação, uma vez que mensalmente este assunto era encaminhado em diversas reuniões, sempre sendo apresentado o cálculo atualizado da dívida. Não posso afirmar o montante atual da dívida, pois estou afastada desde abril passado.
TR - Algumas pessoas que participaram do processo eleitoral de Lindberg ficaram pouco tempo na administração. Nesse exemplo pode ser incluído o seu nome, o ex-vereador Maurílio Manteiga (PSDB) e até o do seu marido, Eduardo Abrunhosa, entre outros. O que houve para que estas pessoas deixassem o governo?
GB - Quem deve participar ou não da administração no Executivo é uma decisão única e exclusiva do prefeito.
TR - Hoje, como você avalia a administração municipal iguaçuana e qual nota você daria para ela?
GB - Já estou afastada desta administração. Não me cabe atribuir notas à administração de ninguém. Mas tenho certeza de que a população de Nova Iguaçu tinha muitas expectativas em relação a essa administração e está muito atenta a tudo que acontece. Quem vai dar a nota definitiva é o povo de Nova Iguaçu nas próximas eleições.
TR - Gostaria de fazer algumas considerações finais?
GB - Gostaria de agradecer ao povo iguaçuano pelo carinho com que me recebeu. Tanto na minha curta passagem pela Saúde, quanto na minha permanência na Codeni. Sempre fui tratada com muito respeito e afeto pelo povo desta cidade, pela Câmara de Vereadores, pelos conselhos e entidades civis e pela imprensa em geral. Esta é uma boa oportunidade de agradecer a confiança que me foi depositada e de afirmar que tenho muito orgulho de ter servido a este povo e a consciência do dever cumprido como administradora.
15.2.07
Desabrigados
Enquanto o governo cede ao PCdoB, o PCdoB fica sem sede. Fora do governo a coisa funcionava. Voltaram aos tempos das reuniões nos sindicatos.
Erro do BLOG
Cortamos à carne: Este BLOG errou quando disse que se Ferreirinha assumisse a secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura quem iria para Câmara seria Tuninho da Padaria. Esqueçemos que o terceiro suplente é Luizinho da Cerâmica. Fica, então, colocado os pingos nos is.
Será que eles ouvem os outros?
Uma cabeça brilhante da secretaria de Saúde fez uma proposta que agradou a secretária, que de Saúde não entende nada. Ora, bolas! Essa brilhantes cabeça sugeriu transformar o Posto de Saúde Drº Vasco Barcellos - referência em tratamentos de Tuberculose, Hanseníase, HIV e outros programas - em uma mini unidade de tratamento emergêncial. Tem até gente tratando esse projeto como Possezinha. MEU DEUS!!! Não vai funcionar. Tem conselheiro revoltado com isso. Pessoas experientes na área estão rindo dessa meticulosa brincadeirinha que estão fazendo. Recentemente técnicos do governo, na gestão da ex-secretária Sueli Pinto, apresentaram a proposta era transformar o Centro de Atendimento Pissicosocial (CAPs) da Drº Thibau em uma unidade de emergência e tranferir o CAPs para um local mais edaquado. Aliás, teve até licitação para fazer a obra. Qual o motivo do governo jogar contra si próprio, heim?????
Aviso
Este BLOG ficará inativo durante o Carnaval. As pessoas que nele escrevem estarão de pernas para o ar.
Nas ruas
Xiii, os vereadores vão ouvir de seus assessores amanhã. É que apesar da autonomia dos poderes, é o Poder Executivo municipal o responsável para fazer o repasse do duodécimo ao Poder Legislativo. Esse, por sua vez, efetiva o pagamento aos assessores nomeados nos gabinetes e dos membros do quadro funcional da Casa. Porém, até o momento em que a nota é escrita, não foi feito o repasse dos recursos por parte da Prefeitura de Nova Iguaçu à Câmara, fato que vai gerar um bloco que ficará desfilando nas ruas da cidade. Trata-se do Bloco dos Desesperado. O pagamento está previsto para ser feito só depois do Carnaval.
Por falar em Bloco dos Desesperados, amanhã sairá um outro. Trata-se do Bloco do Tô Nem Aí, formado pelos estrangeiros que estão nomeados na prefeitura e que estão de malas prontas para voltarem para as suas respectivas cidades e planetas.
Por falar em Bloco dos Desesperados, amanhã sairá um outro. Trata-se do Bloco do Tô Nem Aí, formado pelos estrangeiros que estão nomeados na prefeitura e que estão de malas prontas para voltarem para as suas respectivas cidades e planetas.
Vocês viram???
Eu sabia que Cláudia Maria iria descer a lenha em mim. Mas concordo com ela quando falou da manifestação artística como uma forma de denunciar nossas aflições, coisas que aconteciam num período nebuloso onde o céu era de um tom verde-oliva. Mas podemos dizer que a tirania ainda existe. Ainda sobre a citação a Chico Buarque de Holanda, quando Claudia escolheu a letra da música "Apesar de Você" para sintetizar o que vivemos neste momento, digo que esta mesma letra descreve a alma do povo iguaçuano em relação a esta administração: "a minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão".
Quando publico alguns poemas neste BLOG é para equilibrar meu inquietante sentimento de repulsa ao que vem acontecendo. Mas, como Cláudia disse, realmente este espaço não pode servir de vaso a sustentar flores. Ele é um espaço de indignação, um muro pichado das ruas de Praga. Aliás, praga, nos é um verbete muito apropriado para o momento.
Quando publico alguns poemas neste BLOG é para equilibrar meu inquietante sentimento de repulsa ao que vem acontecendo. Mas, como Cláudia disse, realmente este espaço não pode servir de vaso a sustentar flores. Ele é um espaço de indignação, um muro pichado das ruas de Praga. Aliás, praga, nos é um verbete muito apropriado para o momento.
14.2.07
Por Cláudia Maria
Durante um tempo fiquei impossibilitada de colocar notícias no Blog mas não poderia deixar de fazer uns comentários em relação a fase poética do nosso Almeidinha. Durante muito tempo a poesia foi utilizada pelos artistas da época como uma forma de denúncia. O mesmo aconteceu com clássicos da Música Popular Brasileira que até hoje temos como referência. Nesse aspecto, caberiam alguns versos para denunciar algumas práticas políticas que tanto têm envergonhado nosso povo. Mas, diante da atual - ainda bem - Democracia em que vivemos não precisamos mais nos esconder em codinomes - por mais que eles nos ameacem - ou por trás de versos. Podemos e temos o direito de mostrar nossa cara, mesmo sem ser pintada, e dizer e escrever o que nos aflige. Não sou contra as poesias do Almeida, pelo contráirio, agradeço os versos que fez para mim, mas, a hora é de ir direto ao ponto e um deles é o Hospital da Posse.
Começaram as obras que têm a previsão de acabar em quatro meses. Esse dinheiro foi liberado no início do ano passado mas a burocracia fez com que as obras só começassem agora. É bom acompanhar de perto para ver se os prazos serão cumpridos. É bom lembrar também que a Secretária de Saúde, Marli de Freitas, fez um calendário para o pagamento das clínicas conveniadas e o pagamento do mês de outubro de 2006 deveria ter sido feito no dia 12 desse mês e o de novembro, deveria ter sido feito hoje. Pelo menos até às 17h isso não tinha acontecido. Esperamos que o governo cumpra seu compromisso e que não seja a população, mais uma vez, a pagar o preço.
Se fosse utilizar uma música para definir esse momento seria: Apesar de Você, de Chico Buarque. Hoje eles mandam, mas "vão pagar dobrado cada lágrima rolada desse nosso penar"
Começaram as obras que têm a previsão de acabar em quatro meses. Esse dinheiro foi liberado no início do ano passado mas a burocracia fez com que as obras só começassem agora. É bom acompanhar de perto para ver se os prazos serão cumpridos. É bom lembrar também que a Secretária de Saúde, Marli de Freitas, fez um calendário para o pagamento das clínicas conveniadas e o pagamento do mês de outubro de 2006 deveria ter sido feito no dia 12 desse mês e o de novembro, deveria ter sido feito hoje. Pelo menos até às 17h isso não tinha acontecido. Esperamos que o governo cumpra seu compromisso e que não seja a população, mais uma vez, a pagar o preço.
Se fosse utilizar uma música para definir esse momento seria: Apesar de Você, de Chico Buarque. Hoje eles mandam, mas "vão pagar dobrado cada lágrima rolada desse nosso penar"
13.2.07
Rumores
Lembram de acirrada briga entre o prefeito Lindberg Farias e o vereador Carlos Ferreira (PT)? Isso é coisa do passado. Pleo menos, isso é o que sinalizam os rumores nas rodas políticas. Ferreira está cotado para assumir a secretaria de Indústria, Comércio e Agricultura, hoje ocupada por Celso Cunha (PCdoB) - esse cara é gente boa! Marcos Fernandes também está cotado para assumir uma pasta no governo. Só que a nomeação de Ferreira no governo abre um espaço para que Tuninho da Padaria (PSB) faça parte do Poder Legislativo. É justamente aí que está o problema: nomeado na EMLURB, Tuninho não está muito disposto a sentar na cadeira de vereador. Ainda na mini-reforma que pode acontecer logo após o Carnaval, não está descartada a possibilidade de Fausto 100% (PPS) também fazer parte do secretariado. Rumores dão conta de que a pasta de Esporte e Lazer é muito simpática a ele.
Ps.: O suplente de Marcos Fernandes é Jesué de Brito, ex-presidente da Câmara e ex-secretário de Fazenda. O suplente de Fausto 100% é Miguel Ribeiro (PPS), ex-secretário de Trabalho e Emprego e presidente do PPS em Nova Iguaçu.
Ps.: O suplente de Marcos Fernandes é Jesué de Brito, ex-presidente da Câmara e ex-secretário de Fazenda. O suplente de Fausto 100% é Miguel Ribeiro (PPS), ex-secretário de Trabalho e Emprego e presidente do PPS em Nova Iguaçu.
Mais crise?
Um ano antes de estourar a crise entre a Câmara e a Prefeitura, materializada no início de janeiro, este BLOG havia cantado a pedra que essa crise iria acontecer. Bom, fontes deste BLOG informam que a crise deve ganhar um novo capítulo assim que o Carnaval passar. Tudo indica que muita pressão vai acontecer.
Perdi
Cláudia Maria conseguiu me convencer. Não colocarei mais poesias neste BLOG. Apesar de ter entendido o meu propósito, Cláudia continuou firme. Disse a ela que o propósito era simbólico, ou seja: as poesias neste BLOG eram para mostrar que até em campos minados existem as flores, conforme certa ocasião disse a minha amiga Inês Patrício. No entanto, Cláudio disse, em outras palavras, que eu não tenho vocação para ser jardineiro e que meu papel era colocar minas explosivas, e não rosas por cá. Faz sentido - acho que ela não gostou das minhas poesias.
7.2.07
Melelê
Os pacientes portadores do vírus HIV poderão sofrer com a falta de tratamento em Nova Iguaçu. É que o Conselho Municipal de Saúde não aprovou o plano de metas para eles. O prazo expirou e o governo federal não vai enviar os recursos para o programa. Nos governos anteriores, o Posto de Saúde Vasco Barcellos era referência neste tratamento. O acompanhamento domiciliar dos pacientes não está mais sendo feito. Ninguém sabe onde estão os carros comprados especificamente para fazer este tipo de atendimento domiciliar. É muito grave o que está acontecendo. Isso tudo acontece por um simples motivo: a secretaria municipal de Saúde não apresentou o Plano de metas em tempo correto e, por isso, o Conselho Municipal de Saúde resolveu, de forma coerente, não aprovar nada no escuro. Para que o governo federal envie a verba é necessária a aprovação do Conselho. Medicamento terão, mas faltará estrutura para prevenção. Deve faltar camisinha logo agora, no Carnaval.Vem mais crise na imprensa em relação a isso. Será que o governo municipal só funciona aos trancos da imprensa????????
Parla
O governo municipal está sob tensão. É que a ex-secretária de Saúde, Sueli Pinto, andou conversando com alguns vereadores afirmando que está disposta a falar em audiência pública. Como se sabe, parlamento vem do latim parla. Então, parla Sueli.
Sempre errando
Lindberg realmente faz uma política atabalhoada. Ao invés de conversar institucionalmente com o PPS, ele faz política de gueto. Depois falarei mais sobre este assunto.
Xiii
Chegou à Câmara de Vereadores mais um pepino, e este vai atingir Ricardo Cappelli, secretário municipal de Desenvolvimento Social e Econômico. Trata-se de uma mensagem do Ministério Público sobre a política que este governo está fazendo em relação às casas abrigos. O MP acusa a Prefeitura de Nova Iguaçu de eximir-se do dever de dar amparo às crianças em situações de risco. Porém, os promotores sabem que a entrega dessas crianças à Casa do Menor São Miguel Arcanjo, passa por vínculos estreitos com a secretária de Educação e Saúde, Marli de Freitas. Cappelli, provalvelmente, terá que sentar na cadeira da promotoria. É, né.
Perdeu!
Ontem a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, por unanimidade, derrubou o veto do prefeito Lindberg Farias sobre o projeto de lei do vereador Fernando Cid (PCdoB) e que autoriza a criação de bicicletários municipais. A derrubada do veto foi um sinal de que a Casa realmente quer autonomia. Tudo indica que a correlação de forças será a prática política da governabilidade.
Autorização
Alguns jornais de Nova Iguaçu e blogs de entidades representativas andam fazendo contato com este colunista pedindo o direito de reproduzir algumas notinhas. Até jornais de fora da região da Baixada Fluminense estão fazendo o mesmo pedido. Bom, todos estão autorizados a reproduzirem o material, desde que seja dado o devido crédito. Valeu!?
6.2.07
O tempo
O tempo, hoje, é o maior adversário de Lindberg Farias na disputa pela sucessão municipal de 2008. Até ao mês de outubro do ano eleitoral, são apenas 20 meses que a administração terá para mudar seu rumo, aumentar a aceitação do prefeito e a do governo nas periferias, entre outras necessidades. Porém, no que tange a questão partidária e de alianças políticas, o tempo se faz menor. Ele tem até setembro para organizar as nominatas que darão sustentação ao seu nome nas ruas. Isso não quer dizer tempo para fazer alianças propriamente. Mas, sim, para atrair nomes de líderes comunitários e políticos para fazerem parte das possíveis legendas que estarão no bloco pró-lindberguiano de 2008. Para isso, se sabe, uma boa administração e a popularidade do governo são importantes na captura desses aliados.
Essa dificuldade, muitas vezes suprida com a oferta de espaço político na administração, chama Lindberg Farias para uma reflexão: fazer desemperrar a máquina é fundamental para a administração caminhar e conseguir avanços, tanto no campo eleitoral quanto no campo das alianças. E se fizer esta reflexão, Lindberg terá que deixar um pouco da chamada política grande e se dedicar ao chamado acordo de varejo para chegar no atacado. Por exemplo: ir a Brasília para captar recursos não deveria ser função principal de Lindberg nos próximos dias. É bem verdade que para conseguir esses recursos é necessário um esforço político, mas compete a um técnico ser este canal de captação ou qualquer outro personagem político que encarne a imagem do prefeito, mas que não seja tão importante no processo eleitoral local.
Ainda falando do tempo como principal adversário, não é acelerando apenas o projeto carro-chefe do governo, o Bairro-Escola, que o prefeito vai melhorar a imagem de sua administração. Esse projeto tem um apelo maior para fora do município. Ele é vitrine para outras administrações. Lindberg, para melhorar a imagem de seu governo, precisa colocar a Saúde como uma das prioridades. Isso por dois motivos simples: melhorar a Saúde é administrar para o município, oferecendo um serviço primário da rede pública e que se estende em todos os bairros da cidade. Além disso, foi falando de Saúde que ele fez a sua campanha, e, caso esta área se apresente com falhas nos meses da campanha eleitoral, será ela o mais explorada pelos adversários, que vão usar o precário estado de funcionamento do Hospital da Posse como principal item do programa de governo.
Mas, façamos outra reflexão: se o tempo é o principal adversário de Lindberg Farias, o que ele fez nesses 25 meses que esteve com a máquina na mão? É nessa pergunta que surge um novo campo que o prefeito deve explorar, antes ainda não tentado por ele. Ora, se as pessoas que estiveram na administração durante esse período não conseguiram fazer girar as engrenagens da máquina administrativa, é preciso trocar essas pessoas. Ora, bolas! Costumo dizer que administrar é um ato técnico, mas quando se trata de administração pública, a vontade política é a principal graxa que deveria ser colocada nas engrenagens da máquina. Essa vontade deve partir não apenas do prefeito, mas do seu secretariado. Ao invés de fazerem política de sindicato, onde a elaboração de picuinhas é a principal causa que rouba o tempo, deveria ser feita uma política de unidade. Neste sentido, o secretariado de Lindberg Farias peca, e peca muito, por não fazer uma política de grupo, e sim a velha política enraizada no PT, que é a política das correntes. Um governo tem que ser uno. As secretarias deveriam agir de forma a construir uma política de governo, e não uma política de secretaria. Um erro, por exemplo, é colocar secretário mandando em secretário.
Reformar o quadro se secretários, avaliando os avanços obtidos pelas secretarias, é algo que urge neste governo. Como pode, por exemplo, faltar capas de processos. Sem capas não há processos e sem processos a máquina não se movimenta. Isso é básico, mas alguns secretários municipais querem o mais complicado sem dar conta do que é mais simples. Querem reinventar a roda, mas acabam criando uma elipse muito acentuada. Ou Lindberg muda de secretários ou deixa que os seus secretários façam a população mudar de prefeito.
Outro ponto que transforma o tempo em seu principal algoz é a chamada governabilidade. Durante os seus dois primeiros anos, Lindberg não enfrentou problemas com a Câmara, principal instituição de fiscalização do Poder Executivo. Hoje essa relação mudou. Com isso, sua governabilidade fica abalada pela própria política construída pelo governo, que preferiu subestimar um poder que tem autonomia e independência. A harmonia entre esses poderes foi ferida pela imponência e prepotência de alguns secretários. Arrogância gera arrogância, respeito gera respeito. Isso não só com a Câmara, mas com todos os atores políticos da cidade. Política se faz em grupo, e não de grupelhos.
Bom, falando de tempo, gastei muito dele escrevendo este artigo. Então, quem pensa que acaba aqui está enganado. Um poema para Lindberg refletir:
O tempo
O tempo nos agride,
Mata e fere
Nas mais diversas causas
Nos enruga a pele
Nos caleja a alma
O tempo é o perspicaz
Que no silêncio faz
O que ninguém duvida
Ele nos leva à morte
Ele nos traz a vida
Essa dificuldade, muitas vezes suprida com a oferta de espaço político na administração, chama Lindberg Farias para uma reflexão: fazer desemperrar a máquina é fundamental para a administração caminhar e conseguir avanços, tanto no campo eleitoral quanto no campo das alianças. E se fizer esta reflexão, Lindberg terá que deixar um pouco da chamada política grande e se dedicar ao chamado acordo de varejo para chegar no atacado. Por exemplo: ir a Brasília para captar recursos não deveria ser função principal de Lindberg nos próximos dias. É bem verdade que para conseguir esses recursos é necessário um esforço político, mas compete a um técnico ser este canal de captação ou qualquer outro personagem político que encarne a imagem do prefeito, mas que não seja tão importante no processo eleitoral local.
Ainda falando do tempo como principal adversário, não é acelerando apenas o projeto carro-chefe do governo, o Bairro-Escola, que o prefeito vai melhorar a imagem de sua administração. Esse projeto tem um apelo maior para fora do município. Ele é vitrine para outras administrações. Lindberg, para melhorar a imagem de seu governo, precisa colocar a Saúde como uma das prioridades. Isso por dois motivos simples: melhorar a Saúde é administrar para o município, oferecendo um serviço primário da rede pública e que se estende em todos os bairros da cidade. Além disso, foi falando de Saúde que ele fez a sua campanha, e, caso esta área se apresente com falhas nos meses da campanha eleitoral, será ela o mais explorada pelos adversários, que vão usar o precário estado de funcionamento do Hospital da Posse como principal item do programa de governo.
Mas, façamos outra reflexão: se o tempo é o principal adversário de Lindberg Farias, o que ele fez nesses 25 meses que esteve com a máquina na mão? É nessa pergunta que surge um novo campo que o prefeito deve explorar, antes ainda não tentado por ele. Ora, se as pessoas que estiveram na administração durante esse período não conseguiram fazer girar as engrenagens da máquina administrativa, é preciso trocar essas pessoas. Ora, bolas! Costumo dizer que administrar é um ato técnico, mas quando se trata de administração pública, a vontade política é a principal graxa que deveria ser colocada nas engrenagens da máquina. Essa vontade deve partir não apenas do prefeito, mas do seu secretariado. Ao invés de fazerem política de sindicato, onde a elaboração de picuinhas é a principal causa que rouba o tempo, deveria ser feita uma política de unidade. Neste sentido, o secretariado de Lindberg Farias peca, e peca muito, por não fazer uma política de grupo, e sim a velha política enraizada no PT, que é a política das correntes. Um governo tem que ser uno. As secretarias deveriam agir de forma a construir uma política de governo, e não uma política de secretaria. Um erro, por exemplo, é colocar secretário mandando em secretário.
Reformar o quadro se secretários, avaliando os avanços obtidos pelas secretarias, é algo que urge neste governo. Como pode, por exemplo, faltar capas de processos. Sem capas não há processos e sem processos a máquina não se movimenta. Isso é básico, mas alguns secretários municipais querem o mais complicado sem dar conta do que é mais simples. Querem reinventar a roda, mas acabam criando uma elipse muito acentuada. Ou Lindberg muda de secretários ou deixa que os seus secretários façam a população mudar de prefeito.
Outro ponto que transforma o tempo em seu principal algoz é a chamada governabilidade. Durante os seus dois primeiros anos, Lindberg não enfrentou problemas com a Câmara, principal instituição de fiscalização do Poder Executivo. Hoje essa relação mudou. Com isso, sua governabilidade fica abalada pela própria política construída pelo governo, que preferiu subestimar um poder que tem autonomia e independência. A harmonia entre esses poderes foi ferida pela imponência e prepotência de alguns secretários. Arrogância gera arrogância, respeito gera respeito. Isso não só com a Câmara, mas com todos os atores políticos da cidade. Política se faz em grupo, e não de grupelhos.
Bom, falando de tempo, gastei muito dele escrevendo este artigo. Então, quem pensa que acaba aqui está enganado. Um poema para Lindberg refletir:
O tempo
O tempo nos agride,
Mata e fere
Nas mais diversas causas
Nos enruga a pele
Nos caleja a alma
O tempo é o perspicaz
Que no silêncio faz
O que ninguém duvida
Ele nos leva à morte
Ele nos traz a vida
5.2.07
Simples
Ás vezes, nossas letras são simples como este pequeno poema:
Platônico
Beijei seus lábios platonicamente
À distância que nossos mundos permitem
Saborei, então,
A fruta que não estava ao meu alcance
Platônico
Beijei seus lábios platonicamente
À distância que nossos mundos permitem
Saborei, então,
A fruta que não estava ao meu alcance
Poema
Marcos Aurélio é parceiro em algumas letras que escrevemos juntos. Em uma delas, falamos da chamada sociedade do espetáculo. É aquela que quanto mais sangue, melhor. Vejamos então o poema escrito a quatro mãos.:
Infame Vermelho
Eu vi o sangue que escorria
Na face de Jesus
Renovar-se na hemofilia
Do povo que o pôs na cruz
Eu vi o sangue das bandeiras
Tingir as mãos dos justos
Que lutavam por liberdade
Liberdade a todo custo
Eu vi o sangue macular a virgem
Libertar a moça
Lhe causar vertigem
Ao se ver genitora
Eu vi o sangue do operário
Em suspiros e lamentos
E o patrão como um vampiro
Aumentar o seu tormento
Eu vi o sangue produzir o ódio
Percorrer à veia
Inundar feridas
E ser bebido em ceias
Eu vi o sangue
Na igualdade do espelho
Nas letras deste infame
Poema vermelho
Infame Vermelho
Eu vi o sangue que escorria
Na face de Jesus
Renovar-se na hemofilia
Do povo que o pôs na cruz
Eu vi o sangue das bandeiras
Tingir as mãos dos justos
Que lutavam por liberdade
Liberdade a todo custo
Eu vi o sangue macular a virgem
Libertar a moça
Lhe causar vertigem
Ao se ver genitora
Eu vi o sangue do operário
Em suspiros e lamentos
E o patrão como um vampiro
Aumentar o seu tormento
Eu vi o sangue produzir o ódio
Percorrer à veia
Inundar feridas
E ser bebido em ceias
Eu vi o sangue
Na igualdade do espelho
Nas letras deste infame
Poema vermelho
2.2.07
Esqueci
Mas quem não tver acesso ao jornal Tribuna da Região para ler e entrevista com Gláudia Bon, não precisa se preocupar. Este BLOG reproduzirá o texto na íntegra. Valeu!!!
Entrevista
Na próxima terça-feira o jornal Tribuna da Região publica uma estrevista feita por este colunista com a ex-secretária de Saúde e ex-presidente da Codeni, Gláucia Bon. Ela, que foi pessoa importante durante o processo eleitoral de Lindberg Farias, deixou o governo em abril do ano passado, muito insatisfeita com a ingratidão do prefeito. A entrevista foi boa. Preciso falar mais alguma coisa???
Melou
Esse BLOG foi o causador do cancelamento da festa sobre a distribuição do RioCard que aconteceria dia 11, na Vila Olímpica ou no Aeroclube. Em uma reunião realizada quarta-feira à noite, este BLOG foi citado. É que nós tínhamos avisado que daria melelê botar os velhinhos para dançarem ao som do compositor Neguinho da Beija-Flor. Eles até pensaram em chamar a Fafá de Belém, mas preferiram suspender a festa e fazer a distribuição de outra maneira. Neste exato momento em que essa nota está sendo esccrita, há uma reunião para definir como será feita a distribuição dos cartões. Viram como este BLOG foi importante para impedir algo que seria um problema???
Poesia
Turma, para a infelicidade da Cláudia Maria, que odeia minhas poesias, vou postar outra:
Entrelaçados
Algo há de diferente entre nós
Sinta, vós, a voz que canta sobre nós
E se consigo, entrelaçados nós
A minha sede há de ser de vós
Então contigo ou contido em vós
O que há de serdes?
Há de serdes nós
E nas manhãs das manhas sós
Eu me entrego para integrar-me à vós
E o calor dos corpos
Transbordando em nós
O que há de serdes?
Há de ser eclipse
Feita por dois sóis
Entrelaçados
Algo há de diferente entre nós
Sinta, vós, a voz que canta sobre nós
E se consigo, entrelaçados nós
A minha sede há de ser de vós
Então contigo ou contido em vós
O que há de serdes?
Há de serdes nós
E nas manhãs das manhas sós
Eu me entrego para integrar-me à vós
E o calor dos corpos
Transbordando em nós
O que há de serdes?
Há de ser eclipse
Feita por dois sóis
1.2.07
Pertubando a Cláudia
A minha amiga Cláudia Maria continua criticando as poesias que tenho colocado no BLOG. Ela disse que a qualquer momento vai postar um comentário - ela tem a senha de acesso ao BLOG - me detonando. Falando que meu gosto literário é péssimo e que eu nasci para tudo, menos para escrever poesia. Só de birra faço uma outra em homenagem a ela:
Deram bandeira
Devastaram o verde
Roubaram o amarelo
Poluíram o azul
Sujaram o branco
E, ainda falam dos negros
Este poema foi escrito em homenagem a Bandeira Nacional, data que se comemora em 19 de novembro. Porém, no dia seguinte se comemora o Dia da Consciência Negra, e nos eventos que são feitos em razão da data, a bandeira que apareçe é a da Jamaica. Nada contra a bandeira da Jamaica, mas fico triste quando esquecem a bandeira do meu país, sobretudo numa data posterior à sua homenagem.
Deram bandeira
Devastaram o verde
Roubaram o amarelo
Poluíram o azul
Sujaram o branco
E, ainda falam dos negros
Este poema foi escrito em homenagem a Bandeira Nacional, data que se comemora em 19 de novembro. Porém, no dia seguinte se comemora o Dia da Consciência Negra, e nos eventos que são feitos em razão da data, a bandeira que apareçe é a da Jamaica. Nada contra a bandeira da Jamaica, mas fico triste quando esquecem a bandeira do meu país, sobretudo numa data posterior à sua homenagem.
Planos
Um dos principais articuladores da campanha de Rogério Lisboa (PFL) à Câmara Federal, Tuninho da Padaria, fez questão de ir a Brasília participar da posse de Rogério.
Por falar em Rogério Lisboa, ele está cotado para ser o vice de Lindberg Farias na reeleição. O motivo é simples: sem precisar disputar a eleição como cabeça-de-chapa, Lisboa poderá sentar na cadeira de prefeito no momento em que Farias se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao governo do Estado. Detalhe: Para atingir o seu objetivo, Lindberg terá que ser reeleito. Caso não seja, Rogério Lisboa continuará com o assento garantido por mais dois anos na Câmara Federal.
Por falar em Rogério Lisboa, ele está cotado para ser o vice de Lindberg Farias na reeleição. O motivo é simples: sem precisar disputar a eleição como cabeça-de-chapa, Lisboa poderá sentar na cadeira de prefeito no momento em que Farias se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao governo do Estado. Detalhe: Para atingir o seu objetivo, Lindberg terá que ser reeleito. Caso não seja, Rogério Lisboa continuará com o assento garantido por mais dois anos na Câmara Federal.
Saia justa
Recentemente, numa reunião que Lindberg Farias realizou no colégio Instituto Educacional Santo Antônio - aquela reunião para fazer a claque para a Marli de Freitas -, o secretário municipal da Cidade, Hélio Aleixo, foi estacionar o carro no clube IBC. Em razão de uma ventania, o telhado do ginásio deste clube caiu e seus representantes foram pedir ajuda à Prefeitura, justamente ao Hélio Aleixo, e foram barrigados. Voltando a história do estacionamento, o secretário teve que retirar o carro do clube. É que justamente no memento em que ele chegava, um dos representantes que foi pedir a ajuda a ele estava no local. De saia justa, Hélio Aleixo teve que se retirar. Viu: "quem prometeu e não fez, perdeu a vez".
Missa
Amigos, o Diário Oficial de hoje dá uma prova cabal de que a Lei da Física, que assegura que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, vale para tudo na vida, menos para a política. Isso Mesmo! Foram exoneradas 92 pessoas da secretaria municipal de Govoerno. Só assessores especiais, aqueles que trabalham muito - risos -, foram 41. Mas também foram exonerados aqueles que trabalham mais ainda - gargalhadas -, que são os auxiliares. Como a Prefeitura de Nova Iguaçu fica ao lado do cemitério, vêm à minha cabeça pensamentos fantasmagóricos.
Põe xiii nisso
Este BLOG e o jornal Tribuna da Região entrevistaram um ex-membro do governo Lindberg Farias. Única coisa que posso falar neste momento: xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Barraca de pepinos
Ontem, na sessão ordinária realizada na Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, tudo parecia tranquilo. Porém, quem se der ao trabalho de perguntar quais matérias foram votadas, vai descobrir que foi uma sequência de requerimentos de informações que vão deixar o prefeito Lindberg Farias encostado na parede. São perguntas "cabeludas" que vão chegar à prefeitura hoje. A mesa do prefeito, com tantos requerimentos, vai se tornar uma barraca de pepinos.
Mudinho da Silva
Ontem, a Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu se reuniu e aprovou um Decreto Legislativo que acaba com a intervenção da prefeitura na Pedreira Vigné. Lindberg Farias, quando publicou a intervenção, fez desse ato um instrumento de mídia. Bom, agora vamos lá: será que Lindberg Farias terá coragem de criticar a decisão dos vereadores? Pois, é, né! Lindinho teria que ter coragem para tal. Mas, pelo que parece, ele vai arrumar uma desculpa de que mordeu a língua e ficará calado sobre este assunto. Agora ele vai ficar "Mudinho da Silva".
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