28.11.07

A reforma

Mais cedo o mais tarde Lindberg Farias terá que fazer a reforma no seu governo. Fontes ligadas ao gabinete do prefeito dizem que ele pretende antecipar a reforma de abril - prazo em que os candidatos têm para deixarem seus cargos - para o fim de janeiro. O que Lindberg quer, na verdade, é evitar que uma crise aconteça em pleno início de campanha eleitoral.
Marli de Freitas (PT) terá que deixar a Educação e Saúde, pois será candidata a vereadora. Na secretaria-adjunta de Saúde, Paulo Santana (PT) também deixa o cargo para se candidatar vereador. Birro terá que deixar o Esporte e voltar para a Câmara, numa tentativa de reeleição. O secretário de Participação Popular, Hélio Porto (PT) é outro que pretensões eleitorais. Maurílio Manteiga (PSDB) deixará a secretaria de Governo. Tuninho da Padaria (DEM) deixa a Emlurb. Bispo Marivaldo (Igreja) deixará a secretaria de Articulação Política. Esses, pelo menos, são alguns nomes na lista do primeiro escalão do governo que concorrerão em Nova Iguaçu. Mas há outros.
Ricardo Cappelli (PCdoB) deve se afastar para se candidatar a uma vaga de vereador na Câmara do Rio de Janeiro. Cláudio Repolho (PT), que trabalha no gabinete da Articulação Política também deve deixar o governo. Esses são alguns nomes entre outros que não estão citados aqui.
Com esse troca-troca de cadeiras começará a crise. O motivo é simples: aqueles que deixarem seus cargos lutarão para manter seus indicados nos cargos. Já os novos nomeados vão lutar para colocar pessoas de confiança no lugar. Vai ser um cabo-de-guerra que o governo pretende antecipar para não acontecer no início de uma campanha eleitoral.
Imaginem só: Carlinhos Presidente (DEM), depois de três anos como vereador assumindo a vaga deixada por Marli, terá que deixar o cargo. Para isso, seus assessores terão que receber espaço no governo e ele fará pressão, provavelmente, para continuar sendo contemplado pelo prefeito. Mas, ele justamente vai precisar de Lindberg como cabo-eleitoral na região onde Marli, que cedeu a vaga esses três anos, tem seu reduto eleitoral. Não só ele. O também suplente Rubens Sodré (PT) deixa a Câmara e vai fazer campanha no mesmo reduto, local onde os três têm compromissos políticos com Lindberg.
A briga por espaço político no govwerno sempre aconteceu. Tende a agravar com a proximidade da eleição. Portanto, mais uma crise é esperada, sem precisar que um Nostradamus nos diga.

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