21.9.13

Gota d'água

Em entrevista concedida a uma emissora de TV, um repórter fotográfico - não guardei no nome dele - disse algo que até agora ecoa na minha cabeça. Em relação aos últimos episódios, envolvendo o caso do deputado Natan Donadon (PMDB) e outro como o "Mensalão", o repórter disse que viveu experiências conflitantes e soltou a seguinte pérola para a reflexão: "vi o Congresso ser fechado pelo regime militar. Agora temo ver ser fechado pelo povo".
A declaração do repórter fotográfico nos remete a crer que as vozes das ruas não são captadas por grande parte dos membros do Congresso. As recentes manifestações dizem, e dizem muito. Não cabe mais na cultura do exercício político mandatário algumas decisões desses homens do Congresso, como a tomada no caso Donadon. O pote do brasileiro "está até aqui de mágoa". Então, vamos relembrar esta brilhante letra que cabe bem no caso em tela:

   "Gota d'água

Chico Buarque

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)
Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...
Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....

Um comentário:

eliane martins disse...

Obrigada Almeida...Chico pura poesia